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sábado, 21 de fevereiro de 2026

X-raridades: Santo achado, Batman!

 Pesquisando sobre games que um dia, porventura, possam a ser ripados, seja pro rFactor, seja pra uma engine que use IA para recompilar os arquivos (Vai que...), dei de cara com os games da Bizarre: Metropolis Street Racer (Dreamcast) e Project Gotham Racing 1 e 2 (Xbox) - Os outros dois são pra Xbox 360, e podem ser pesados demais. 

E eu descobri que a Bizarre lançou dois demos do Project Gotham Racing 2, para uma feira de automóveis nos EUA, um com o Chrysler 300C, e outro com o Dodge Magnum - Carros esses, que não saíram na versão definitiva de PGR2. E, como eram demos de exibição para uma feira, achei que seriam lost media.

Ainda bem que errei feio, errei rude! Achei ambos e já baixei, junto com o Xemu, o emulador de Xbox. Agora, se os meus meros 2 GB de RAM no meu Core 2 Duo de 32 bits do Dell Optiplex 980 de 2009 permitirão eu rodar o Xemu e as duas versões mais raras de PGR2, só Deus sabe.

(Mas, vamos e venhamos, seria mais inteligente o pessoal da Bizarre ter lançado essa demo com os dois carros juntos, não acha?)



quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Lola GT - O carro que deu origem ao Ford GT40

(Pirateado do blog italiano Retrovisore, com adaptações)

Foi o fracasso da negociação que deveria ter levado à compra da Ferrari pela gigante americana Ford, que deu origem a um dos mais famosos Gran-Turismo de todos os tempos.

Depois de ter renunciado a qualquer conexão com o mundo do esporte a motor (após uma espécie de pacto de abstenção estipulado tacitamente entre as casas americanas no final dos anos 50), na década seguinte, seguindo os passos da Chevrolet que lançou o Corvette, também a Ford decidiu refazer seus passos e lançar um carro esportivo.

Em 1963, foi decidido que o carro deveria ser um Gran-Turismo com um motor central capaz de exceder 300 horas e manter 200 tempos médios por 24 horas, com o objetivo óbvio de tentar vencer as 24 Horas de Le Mans, a corrida que dava ao projeto vencedor o maior prestígio de todos os tempos. O motor central, em contraste com a tradição dos carros de corrida americanos, derivou do fato de que naquele ano, em Le Mans, a Ferrari 250P venceu com esse layout. Não podendo contar com a experiência da Ferrari, que queria se manter independente, a Ford procurou o Departamento de Veículos Especiais que havia acabado de desenvolver o protótipo do Mustang I, um roadster com motor traseiro, que mais tarde se disse ter sido a inspiração para o próximo GT40.

Na verdade, os executivos da Ford preferiram recorrer àqueles que tinham experiência direta na construção de carros de corrida, e os nomes que saltaram aos olhos da companhia foram os das pequenas casas inglesas Lotus e Lola. A primeira já havia colaborado com o gigante americano para correr em Indianápolis, mas o nome Lotus-Ford não daria a visibilidade desejada para a eventual vitória em Le Mans. Por sua vez, Eric Broadley, proprietário da Lola, havia apresentado recentemente seu GT, um carro compacto com chassi monocoque acionado por um Ford V8 de 4,2 litros que parecia se encaixar perfeitamente nos objetivos da Ford.


Os contatos entre os executivos americanos e Broadley começaram assim que a opção da Ferrari foi naufragada e, assim que o Lola GT provou sua validade na corrida, isso foi tomado como base para iniciar o ambicioso projeto do que seria o Ford GT40. O Lola foi usado como um banco de ensaio para soluções técnicas e aerodinâmicas, enquanto ao mesmo tempo o projeto e o desenvolvimento do novo Ford continuavam, que equipava um V8 de 4,2 litros com a caixa de câmbio Colotti, que na época estava preparada para correr em Indianápolis. Em abril de 1964, em Nova York, foi apresentada a primeira versão do Ford GT40, onde os 40 indicavam a altura de cerca de 1 metro do habitáculo, ou 40 polegadas.



E assim nasceu uma lenda, cuja história todos nós conhecemos...

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Quando ter um autódromo se torna fonte de renda...

Já falei sobre alguns autódromos particulares daqui do Brasil. Capuava, Fazenda Dimep, Velo-Città e o novo Haras Tuiuti são alguns dos exemplos que alugam pistas para eventos e track days.

Outro exemplo de se gerar renda com um autódromo é o caso de Curvelo, cujo Circuito dos Cristais também comporta um condomínio de alto padrão para os que querem, praticamente, "morar na pista".

Mas e na "pátria de rodas", os EUA, como são os autódromos privados de lá? Bom, como sempre, eu "piratiei" um blog estrangeiro, e trago a informação de que automobilismo de aluguel, por lá, é o ideal para quem não quer encarar provas amadoras como a SCCA ou a inusitada 24 Horas de LeMons, e muito menos as provas semi ou profissionais. Todo autódromo tem seus dias para track day, mas lá há verdadeiros "motorsports clubs", nos quais você pode se associar e tem direito a uma cota de dias por ano para acelerar à vontade, por exemplo, 120 dias por ano. E lá há opção para todos os bolsos.

Vamos começar pelo mais caro dos quatro mencionados na matéria, o Thermals Club, que fica, obviamente, em Palm Springs, região rica de Los Angeles, na Califórnia. Lá, é coisa pra quem compra Ferraris e Lamborghinis como quem vai comprar pãozinho na padaria da esquina.

Tá vendo que o circuito tem contornos de duas cores diferentes, né? A parte azul é só para os que comprarem um terreno na área do circuito, cujos preços começam na casa dos 500 mil dólares - SÓ O TERRENO! - e construírem uma casa, cujo preço começa na casa do UM MILHÃO DE DÓLARES! A parte vermelha é destinada aos "plebeus" que pagam a anuidade de 85 mil dólares que, obviamente, não podem se aventurar na parte azul.

Menos exclusivista, mas igualmente ostentoso, com entrada começando na casa dos 125 mil dólares, é o clube Monticello, perto de Nova York. Eles deixam bem claro que o negócio deles não é corrida, mas sim, acelerar máquinas caras em um espaço exclusivo para entusiastas, uma versão automotiva de um clube de golfe de alto padrão.

Eles têm até um manual de etiqueta lá, quem começar a querer dar uma de fodão, dando uma de piloto, pode acabar EXPULSO do clube. Mas, tem carros de corrida para alugar para quem quer realmente acelerar. O clube se orgulha de alguns dos seus 340 membros terem ido parar em corridas semiprofissionais e profissionais.

No estado da Geórgia, em Dawsonville, perto de Atlanta temos um circuito mais em conta: o Atlanta Motorsport Park. Este é bem mais em conta, e com mais variação de altura que os previamente mebcionados: A diferença pode ficar a até mais de 30 metros do ponto mais baixo ao ponto mais alto da pista.
Também conta com uma pista de kart, e a pista também pode ser usada com dois traçados simultâneos. O título cista 10 mil dólares com mensalidades e taxas extras para usagem do circuito, ou 40 mil dólares, sem as taxas extras.

E por fim, um projeto que também tinha começado como um autódromo pasrticular, depois virou um projeto de clube para a Classe A, mas que mudou totalmente o seu foco e hoje é uma das opções mais baratas para se correr em um autódromo privado nos EUA, o NOLA Motorsports Park, em Avondale, Louisiana - Perto de Nova Orleans.


Comparado com os preços dos dois primeiros "clubes", o título pra correr no NOLA é ridículo para os padrões americanos: O título custa míseros 5 mil dólares (Mais anuidades), e oferece 120 dias por ano para usufruir do circuito - E motos também são permitidas.
Mas, como o número de membros é baixo, eles têm precisado se virar nos 30 para manter o circuito operacional. Uma das alternativas foi hospedar uma prova da Indy em 2015.

Esses são apenas quatro das dezenas, ou quem sabe, centenas, de pistas particulares, usadas como clubes ou mantidas como o tesouro secreto de entusiastas da velocidade. Seja np caro, seja no barato,o que não falta é gente querendo correr. E, para quem tem uma fazenda ou grande propriedade disponível, um autódromo pode acabar por se tornar uma fonte de renda

domingo, 1 de setembro de 2019

24 Horas de LeMons: A corrida mais LOUCA que você já viu!

Primeiro, fique com o vídeo:

Pensa numa Corrida Maluca. São 24 horas seguidas, de carros que nem deviam pôr as rodas num autódromo, guiados por pessoas que nunca correram profissionalmente, e quanto mais esquisito o carro, melhor. Só existem 3 categorias, e a prova é conhecida como "a corrida dos carros de 500 dólares", porque o preço total da aquisição e preparação do carro pra corrida não pode ultrapassar esse valor. Muitos desses carros parecem fugidos do ferro-velho. Vale qualquer carro, de qualquer ano, com qualquer motorização, quaisquer acessórios, e quaisquer penduricalhos. No vídeo acima, mostra-se um PORSCHE com motor de TRATOR (E escapamento com tampinha!).

O nome é um trocadilho com as "24 Horas de Le Mans", e o termo "Lemon Car", que é um carro (Geralmente novo ou seminovo) que começa a dar uma série de problemas que ameaçam sua valorização ou mesmo sua utilidade.

A corrida é a expressão máxima (ainda que distorcida) da filosofia Chinelão Caipira. Uma vez que, lá nos EUA, autódromos são mais comuns que campos de futebol, opções de lugar barato pra se acelerar não faltam. Pode-se dizer que essa prova (Que acontece em várias épocas por ano) é a versão automobilística da pelada com os amigos da firma.

Este é o site oficial. Lá, tem links para vídeos e outras inutilidades relativas à prova. E um PDF bastante útil sobre como deve ser montada uma barra de rolagem em um carro de corrida.

Mas, o "Lemonverso" não se restringe às 24 Horas de LeMons: Eles têm também:
--O Lemons Rally, um rali de regularidade com os carros mais estranhos que se vê nas ruas;
--O Concours de Lemons, uma zueira com o "Concours d'Elegance" de Peeble Beach, onde ficam expostos os carros mais estranhos e com as xunagens mais bizarras;
--O Hooptiecon, que engloba o Concours de Lemons, as 24 Horas de LeMons e alguns eventos paralelos que põem em xeque a hegemonia brasileira na zueira;
--O AltThusiast, que é quase a mesma coisa que as 24 Horas de LeMons, mas com um detalhe: Os carros devem ser ELÉTRICOS. O mais bizarro é que o vencedor ganha 50 mil dólares... Mas EM MOEDINHAS DE CINCO CENTS!!! Ou seja, CINCO TONELADAS E MEIO de prêmio! UM MILHÃO DE MOEDINHAS!!!

As regras são estranhas, e algumas são inventadas na hora da corrida. E as penalidades são mais estranhas ainda. Muitas delas, também inventadas de última hora pelos organizadores.

A corrida ganhou filial na Nova Zelândia a partr de 2016, onde um carro deve ser adquirido e preparado com apenas 999 dólares neozelandeses. Já pensou uma loucura dessas no Brasil?


sexta-feira, 2 de maio de 2014

Lá Fora: SCCA Club Racing

Todo mundo sabe que, nos EUA, a gasolina corre na veia do povo. Isso se reflete em corridas como as várias ligas de NASCAR, a Fórmula Indy e as fórmulas de acesso, e qualquer coisa que tenha um motor e rodas eles inventam uma categoria pra competir. Não chegam a ser tão loucos quanto os ingleses, mas o gosto herdado chega perto disso.

Uma prova é que os EUA são o país com o maior número de pistas de corrida do mundo inteiro, praticamente cada cidade dos EUA tem sua pistinha, desde um autódromo conhecido mundialmente, como Indianapolis, a uma mera pistinha de 500m de speedway (Uma categoria de motos onde se corre derrapando em círculos).

Por lá proliferam as Club Tracks, que são pistas de asfalto com pouco mais de 1 Km a 2 Km de extensão, usadas para as categorias de Club Racing. Se você não sabe o que é uma Club Track, citarei algumas aqui no Brasil: Autódromo Geraldo Backer (Serra - ES), Autódromo Dito Gianetti/ECPA (Piracicaba - SP), Speed Park (Franca - SP). Em comum, possuem tamanho reduzido, são pouco conhecidas, e sua estrutura permite competições apenas para veículos de baixa potência.

A entidade máxima de Club Racing é a Sports Car Club of America, SCCA. É ela que rege as normas para as mais diversas categorias de carros que abrangem todos os tipos, tamanhos, marcas e idades. É o legítimo Chinelão Caipira.

Separei até um vídeo que mostra uma corrida de 2007, transmitida pelo extinto canal Speed.



Bem que poderia ter esse nível de amadorismo no Brasil, também.Uma categoria parecida com uma mistura de Marcas regional com a Classic, mas com regras mais flexíveis e incentivo à importação de carros usados para competição. O congelamento da GT Brasil acendeu a luz amarela. Se não tivermos clubes dedicados ao esporte a motor amador, o destino do esporte a motor profissional estará selado.

Imaginem, vocês, se não houvessem campinhos de futebol amador, que todo o futebol jogado no Brasil deveria ser profissional e deveras custoso para praticar. Seria o fim do futebol no Brasil em uma questão de anos!