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sábado, 21 de setembro de 2019

Lá Fora: GT 2000 Argentina

E alguém achou que a nação mais automobilística da América do Sul não teria uma categoria de esporte-protótipos? Errou feio, errou rude!

Apresento a GT 2000!

O nome tem vários sentidos: A categoria foi fundada no ano 2000 (Ainda que a primeira corrida de fato tenha sido em 2001), e o motor usado não pode exceder os 2000cc. E "GT" é como eles chamam o esporte-protótipo, ou ao menos, o veículo de rodas cobertas destinado unicamente à competição.

Há duas categorias, a GT1 e a GT2, com uma diferença mínima: A GT1 pode usar suspensão livre, enquanto que a GT2 só pode usar suspensão fabricada na Argentina.
(Vá entender os argentinos...)
E uma categoria de entrada está em processo de concepção, a GT3, que vai ser com apenas um modelo de chassi (Crespi), motor Peugeot 1600cc e caixa de câmbio do Gol AP.

A GT 2000 é  o equivalente às categorias P3 e P4 do Brasileiro de Endurance. A diferença é que as provas de GT 2000 são curtas, coisa de meia hora.Os chassis ta GT 2000 são todos feitos na Argentina, de fábricas como Crespi, ADA, Sergio, Dragón e Bugueiro.
MetalMoro MR18, é você?

Argentinos já trouxeram um esporte-protótipo para correr aqui no Brasil. O Roco esteve nas 4 Horas de Interlagos, prova válida pelo Brasileiro de Endurance. No entantro, era nada mais que um Fórmula 3 com paralamas.
Com sua posição de pilotagem central, o Roco 001 não esconde sua origem, um Ralt RT34 de Fórmula 3.

Seria interessante ver os PW1, os Spirit ou mesmo os Aldee Spyder e Espron em um tira-teima contra os protótipos argentinos.
Está dada minha sugestão.
Fiquem com um vídeo de uma prova de GT 2000.


quarta-feira, 9 de agosto de 2017

As novas placas do Mercosul já estão em vigor!

Com exceção do Brasil, naturalmente atrasado e meio avesso a mudanças, os carros zero-quilômetro dos países do Mercosul (Argentina, Uruguai, Paraguai, Venezuela) estão emplacando seus carros com uma placa-padrão, estilo europeu.

A numeração das placas muda com o país, sendo a mudança mais radical acontecendo com as placas da Argentina e do Brasil. As placas do Uruguai praticamente não mudaram, assim como as da Venezuela, e as do Paraguai acresceram uma letra a mais.

sexta-feira, 29 de março de 2013

O que deu errado na Fórmula 3 "sul-americana"?

Não é novidade pra ninguém, a Fórmula 3 "sul-americana" (Coloco entre aspas porque, a bem da verdade, só corre no Brasil e só tem pilotos brasileiros de uns tempos pra cá) anda mal das pernas. E quando eu digo mal, eu digo MAL.
Corremos sério risco de ver a principal categoria de monopostos do Brasil ir pro vinagre de vez!
O que foi que deu errado?
Bom, eu posso aqui dar os meus dois centavos, na opinião de (possível) espectador, ou seja, na opinião de quem não é "do ramo", apenas um entusiasta que gosta de corridas e vê na F-3 um celeiro de futuros campeões da F-1 e da Indy.

Primeiro, a F-3 é CARA. CARÍSSIMA. Além de ser a mais forte dentre as F-3 de todo o mundo, também deve ser a mais cara dentre as F-3 de todo o mundo. E isso sem razão de ser.

Segundo, a F-3 "sul-americana" é "spec" (Um chassi, um motor pra todos). E não era assim na década de 90. E corridas "spec", a bem da verdade, não atraem público. Veja o "sucesso" da A1GP, da Fórmula Superliga e da Fórmula 2 (Aquela dos chassis Williams e motor Audi Turbo). Eram premissas boas? Talvez, mas o "fator Spec" matou as três categorias. A GP2 só se mantém por estar praticamente atrelada à Fórmula 1, e mesmo assim a versão Asia não suportou e teve que se fundir com a versão europeia da categoria. Categorias "Spec" só são boas para fórmulas-base e Gentlemen Drivers, o povo gosta de ver batalha de marcas. Por que acha que a Fórmula Truck faz sucesso?

Terceiro, a F-3 é brasileira, corre em pistas brasileiras, com pilotos e equipes brasileiros, mas o equipamento... Será que não existe UMA oficina no Brasil que saiba mexer com fibra de carbono para fazer chassis? Minelli, Moro, JL, Dimep, MC Tubarão, AC Cars, Techspeed, Próton, Aldee... Será que NENHUM deles seria capaz de mexer com fibra de carbono e fazer um chassi de Fórmula 3? E, mesmo que o chassi tenha que ser importado, tanta fábrica faz chassi de Fórmula 3, POR QUE RAIOS só pode ser Dallara?
(A Formula 3 alemã usa quatro marcas de chassi e muitas usam no mínimo duas)
E quanto ao motor? POR QUE RAIOS temos que mandar os motores serem preparados lá no Berta com tanto preparador de motor que temos aqui? Por que SÓ UMA opção de motor?

Quarto, QUAIS atrativos para pilotos, equipes e público tem a F-3 "sul-americana"? Não dá superlicença ao campeão (E olha que a nossa F-3 é a mais potente do mundo!), não possui espaço decente nas mídias, não atrai patrocinadores de peso, até o site oficial está defasado! Tanto é que o Chile possui a sua própria Fórmula 3, com fabricantes de chassi locais, sendo que os pilotos chilenos poderiam muito bem estar enchendo grid. E nós poderíamos estar com as máquinas rugindo em todo Mercosul e também no Chile.

O problema maior é que a Fórmula 3 "sul-americana" tem os custos de uma categoria top, mas não tem a "consideração", podemos dizer assim, de uma categoria top. Não é tratada como "um dos degraus mais próximos para a Fórmula 1, a Indy, ou o raio que o parta". É tratada como "Uma competição de filhinhos-de-papai que estão se preparando para disputar esse tipo de corrida na Europa".
Se a FIA desse direito à Superlicença ao vencedor da F-3 "sul-americana", por exemplo, como faz na F-3 europeia, britânica, espanhola e japonesa, com certeza, atrairia mais patrocinadores, chefes de equipe, pilotos e, principalmente, PÚBLICO! E seria, com certeza, SUL-AMERICANA, porque o que iria vir de piloto argentino, uruguaio, paraguaio, chileno... Viria piloto até do Panamá e de Trinidad & Tobago atrás de tentar uma superlicença sem precisar ir à Europa! Viria piloto até de Angola! E com certeza, teríamos aquela gostosa rivalidade "equipes brasileiras contra equipes argentinas".

Mas, para isso, a F-3 vai ter que mudar bastante, a começar pela CODASUR, que teria que cantar de novo no terreiro. Seguem minhas sugestões:
-Permitir novas opções de chassis além da Dallara;
-Preparação de motor a cargo das equipes, sem padronização. Motor pode ser de qualquer marca;
-Ao menos, uma corrida em cada país da América do Sul que possua um piloto e/ou uma equipe, e corridas-exibição nos países onde não houver, para despertar interesse;
-Uma fórmula de acesso, podendo ser "spec" ou aberta, para abrir a competição.
-Pneus devem ser feitos na América do Sul.
-Esquema de isenção de impostos semelhante ao praticado na Argentina, para atrair patrocinadores.
-Superlicença para o campeão da temporada, válida por 12 meses.

Ou algo é feito para mudar a situação da F-3 "sul-americana", ou tal categoria deixará de existir ou se desvirtuará e mudará de nome e regras, perdendo a filiação à FIA.

#prontofalei

terça-feira, 26 de março de 2013

Renascimento das Fórmulas no Brasil... Parte 3!!!


E segue mais fórmulas, pensa que acabou? Eu pensei, mas ainda bem, eu tava enganado.
No RS, como de praxe... O que esperar de um estado que possui 4 autódromos (Com A maiúsculo!) de uso público?... Surge uma categoria direcionada aos iniciantes (Ou seja, a molecada a partir dos 15): A Fórmula Júnior!


Os carros são os mesmos das extintas Fórmula Universitária e Fórmula Brasil: Concebidos a pedido da CBA, usam motor Chevrolet e câmbio Hewland. Possuem ajustes de suspensão e asas que permitem o desenvolvimento de uma doutrina de ajustes e acertos de carro para determinadas condições.

E para quem quer sair do kart mais cedo, para onde vai?
Existe a Fórmula + (Lê-se "Fórmula mais"), que usa um chassi italiano com motor Yamaha 600cc, e foi lançada simultameamente aqui e na Itália.
Muitos dizem, em especial os gaúchos, que a Fórmula + se parece com a antiga Fórmula 5, popular na Argentina e que foi tentado implantar no Brasil, sem muito sucesso. A diferença principal está no motor, que nos F-5 usa os 200cc dois-tempos, inclusive os Agrale são populares por lá
A Fórmula + foi apresentada em 2011 e implantada em 2012, e a idade mínima é de 13 anos para o piloto.

O vídeo mostra os detalhes da maquininha, que na Itália é chamada "Formula Modena" por ser essa a cidade onde surgiu a baratinha.

No entanto, não consigo achar o site da Fórmula +. O site da Fórmula Júnior está aqui.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Formulas 1 Regionais: Fórmula 1 Argentina


Argentino é uma raça que todo mundo conhece. E os que não conhecem, têm uma "leve ideia" do seu comportamento através das piadas, hehehe.



Mas, uma coisa, não dá pra negar: Em matéria de esporte a motor, os argentinos deixam nós, os brasileiros, no chinelo.

Tanto que, eles chegaram a ter a sua própria Fórmula 1!


Na época, ter uma categoria top não era lá assim uma coisa absurda. Afinal, se a Grã-Bretanha e a África do Sul tinham suas próprias Fórmulas 1, com uma nação apaixonada por esporte a motor como é a Argentina não podia ser diferente. Falarei delas em outras postagens.

Mas, enquanto na Fórmula 1 Britânica e na Fórmula 1 Sul-Africana, os chassis e motores vinham das temporadas passadas do Mundial de Fórmula 1, na Argentina, a coisa era diferente: Chassis eram feitos e motores eram preparados lá mesmo na Argentina! Tanto que eles se orgulham disso até hoje!

Infelizmente, nunca houve uma comparação direta, pelo que eu saiba, entre os chassis europeus e os argentinos. Nada como um Questor Grand Prix, que pôs lado a lado os carrões da USAC (Que viriam a ser os Indy anos depois) e os F1 da época. Nem mesmo o Fittipaldi (aka Copersucar) correu na Argentina. (Se corresse, ia dar uma briga, hein?)

Hoje, existe uma reminiscência da Formula 1 Argentina, mas os modelos são todos com design do fim dos anos 80, e os motores não são páreo sequer para os Fórmula 3000, quanto mais para os Formula 1 de hoje.




Até os antigões voltaram à ativa.

Em verdade, a Fórmula 1 Mecanica Argentina é uma mistura de BOSS GP com Historic F1 argentinos. Se bem que, vez por outra, aparece um Dallara, provavelmente de Fórmula 3, adaptado à "nova" categoria.
Chassis Dallara, Motor Renault quatro cilindros... Tem certeza que isso é um "Fórmula 1"?

Chassis Requejo, motor Dodge seis cilindros em linha. Design anos 80, pintura TOTAL anos 80!

E esta é a lista dos motores usados na categoria:

MOTORES HOMOLOGADOS PARA LA F1MA
TORINO
TORNADO
FORD ( Falcon )
CHEVROLET  ( 194 - 230 - 250 )
RENAULT 18  (2.000 c.c.)
RENAULT  FUEGO ( 2.200 c.c. )
PRV  v6 ( Que equiparon a los autos Renault 30, Peugeot 604 y Volvo
PEUGEOT 504
ALFA ROMEO 164  (v6  12 válvulas  3.000 c.c. )
HONDA  Civic  (1.600 c.c. 16 válvulas )
DODGE   Slant Six
DODGE GTX  (  Dos caminos para su uso.   Deberá ser llevado a 4.000 cc. o deberá informar a la categoría por nota o mail sobre su mecánica, para su aprobación. 
AUDI

E por que o Brasil não possui algo parecido, mesmo a um nível amador? Carros de Fórmula 3000, com motor e tudo, não são mais caros do que um Stock Car. Com alguns carros de F-3000, F-Nippon, GP2, AutoGP (Ex-A1GP), World Series by Renault/Nissan (Formula Renault V6/Formula Nissan) e Indy Lights, creio que poderíamos formar um grid diversificado, interessante e de deixar os argentinos de inveja.