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sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Fórmula Inter, agora na LDA


 

(Pirateado do Blog da Formula Inter)

Inovando desde o seu surgimento, a Fórmula Inter mantém a premissa e anuncia mais uma inusitada e positiva novidade a partir da temporada 2021, a parceria com a Liga Desportiva de Automobilismo (LDA)

O acordo definitivo entre o idealizador e presidente da F.Inter, Marcos Galassi, e o fundador e presidente da LDA, Ernesto A. Costa e Silva, firmou-se na última terça-feira (06).

A parceria abre um leque de possibilidades a ser ainda mais explorado que não só as provas de automobilismo, mas também a realização de outras ações através das possibilidades oferecidas pela LDA e com a plataforma da F.Inter, visando à fomentação do acesso ao esporte.

“Minha satisfação em poder anunciar mais essa ótima parceira da Fórmula Inter já para 2021 e com uma entidade de tamanha competência e seriedade como a LDA não poderia ser outra senão enorme”, afirmou Marcos Galassi. “Saber que teremos à disposição uma equipe de profissionais tão apaixonados quanto nós pelo esporte que praticamos e ainda por cima com experiência comprovada para zelar pelos nossos pilotos durante os eventos que realizaremos, realmente traz um alento a mais e também uma boa dose de tranquilidade ao pensar que estamos em boas mãos”, comemorou Galassi.

 O presidente da LDA também vê como promissora a união com a Fórmula Inter.


“Eu vejo essa nova parceria com bastante alegria. Até porque trata-se, entre outras coisas, de uma oportunidade também para quem vem dos karts, ou seja, é um degrau superimportante para quem vem da base e quer se firmar na carreira de piloto ainda no Brasil. Nesse caso, através de uma categoria que oferece uma ótima plataforma e um carro muito bem construído, seguro, com asas enormes e pneus slick, anda muito e é pensado exclusivamente para competições, mas é oferecido por um valor de investimento decente para os pilotos”, afirmou Ernesto Silva.

“Além de tudo, os carros têm um visual fantástico, são grandes, vistosos, muito bonitos, enchem os olhos de pilotos e também do público, o que colabora muito na percepção de valor do evento, ainda mais com um grid potencial de 12 carros. Bem, realmente penso que a chegada da Fórmula Inter à LDA só tem a somar, pois trabalhando juntos temos muito a contribuir em prol do automobilismo. Com isso, muitos se beneficiarão, principalmente pilotos e público, então, seja muito bem vinda à LDA, Fórmula Inter!”, acrescentou o presidente da Liga Desportiva de Automobilismo.

A equipe da LDA é treinada e capitaneada pelo presidente Ernesto Silva, que em seu extenso currículo já emprestou seu conhecimento a diversos eventos do esporte a motor, principalmente - mas não somente - no autódromo de Interlagos (SP), incluindo entre esses eventos inúmeras provas de Fórmula 1, WEC, Fórmula Indy (essa realizada em circuito de rua na Capital Paulista), Stock Car, Fórmula Truck, entre outras provas internacionais e também nacionais de grande porte, inclusive até em provas de motovelocidade, como às do MOTO 1000 GP, nessa última coordenando a equipe de resgate (essencial em provas do gênero).

Sempre com o objetivo de elevar a segurança e proporcionar melhor participação para todos os envolvidos, desde pilotos a mecânicos, passando pelos chefes de equipes, engenheiros, profissionais de imprensa e todos que de alguma forma se envolvam na realização de tais eventos.

O acordo entre a Fórmula Inter e a Liga Desportiva de Automobilismo faz jus também à nova filosofia da categoria de proporcionar valores mais acessíveis aos pilotos. Pela LDA, os valores de inscrição de prova tornaram-se muito mais acessíveis e compatíveis com uma realidade atual.

O valor da tão sonhada “carteira de piloto” também recebeu as benesses oferecidas pela parceria, afinal o valor a ser investido na renovação ou na primeira certificação do piloto, através da LDA, são mais acessíveis e duradouros, podendo chegar a cinco anos de vigência. E isso com um valor de investimento que poderia ser considerado até como “simbólico”.

Os rounds da F.Inter no autódromo de Interlagos em São Paulo, a partir de 2021, serão chancelados e supervisionadas pela Liga Desportiva de Automobilismo, tendo validade e reconhecimento em caráter nacional.

A oficialização da abertura do calendário de competições desse ano ainda depende da confirmação e liberação dos órgãos de saúde e sanitarismo vinculados ao poder executivo do Estado e da Cidade de São Paulo, devido ao momento incomum e preocupante que vivemos em razão da pandemia causada pela COVID-19, que assolou de maneira devastadora todo o território brasileiro. Diante desse cenário, informações sobre a temporada deste ano serão publicadas oportunamente no site e nas redes sociais da categoria, assim como da LDA.

Outras novidades da F.Inter estão a caminho e serão anunciadas em breve. Portanto, fiquem ligados com a gente!

Permaneçam seguros, cuidem-se e cuidem dos seus.

Assessor de Imprensa: Ronaldo Arrighi – ronaldo@formulainter.com.br

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Quem disse que um FÓRMULA não corre em pista de terra?

Tá certo, é um velho Fórmula Vê adaptado, provavelmente correndo na categoria Tubular.
Mas a meu ver, a suspensão parece ser original.
Aconteceu em Rio Negrinho-SC, na Fazenda Evaristo, em 22 de Julho de 2018.
As fotos são do Valmir Pilz, do blog Catarinense 3D.












Nunca duvide da sagacidade dos catarinenses!

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Barrichello volta a correr em monopostos (E a Austrália volta a ter uma categoria top de monopostos)


Rubens Barrichello vai no mês que vêm à Austrália para voltar a correr em monolugares, sete anos depois da última vez. O piloto de 47 anos foi convidado pela organização da S5000, a nova competição de monolugares australiana, para participar numa corrida no circuito de Sandown, que acontecerá a 22 de setembro. 

"Estive na Austrália muitas vezes durante minha carreira na Fórmula 1 e estou animado em voltar para a primeira corrida da história da S5000, em Melbourne. O conceito da S5000 é muito interessante, o carro parece um desafio real e estou ansioso de fazer minha parte nesse lançamento", começou por dizer Barrichello.

"É ótimo ver o ressurgimento de competições séries de monopostos na Austrália. Falaram que ver e ouvir o motor V8 de 5L na traseira do S5000 é incrível. Nunca estive no circuito de Sandown antes, então haverá muito a absorver, mas parece uma ótima praça para a estreia da S5000. Será uma grande experiência", concluiu.

Chris Lambden, o responsável pela competição, elogiou a decisão do veterano piloto.

"Estamos animados [por saber] que um piloto do calibre de Rubens venha a Melbourne para competir na primeira corrida da história da categoria. Quando nós criamos um campeonato de alto nível para a Austrália, moldada para a tradição australiana dos V8, esperamos que incentive novamente o foco numa forma de corridas que saiu do holofote nos últimos anos. O fato de ter Rubens Barrichello na grelha de partida é fabuloso", comentou.

"Rubens está trabalhando bastante desde que saiu da Formula 1 e da Indy - a Stock Car Brasileira é uma categoria de turismo não muito diferente da Supercar Australiana -, mas utiliza motores V8, numa grelha de 32 carros e vários pilotos brasileiros famosos no volante. Rubens venceu a última corrida, inclusive, semana passada, em Campo Grande. É um piloto de verdade. Estará em casa na S5000 e será um alvo de qualidade para jovens australianos esperançosos e pilotos mais experientes", concluiu.

A S5000 é uma categoria de monolugares que tem como base um motor V8 de cinco litros, semelhante ao que acontecia no inicio dos anos 70 com a Formula 5000, que acontecia nos Estados Unidos e Grã-Bretanha. Os chassis são feitos pela Ligier e o motor terá cerca de 560 cavalos. 

sábado, 17 de agosto de 2019

Um Fórmula 1 que você pode comprar! (Claro, se pagar o preço que pedem...)


Da Nova Zelândia, vem a surpresa.
Estava eu folheando uma versão em PDF de uma famosa revista de kit cars (Conto sobre isso depois...), vejo uma reportagem sobre um passeio de kit cars na Nova Zelândia, e a visita à Rodin Cars, que abriu sua pista de testes para os visitantes. Na foto, algo que lembrava um F1.
Claro, fui seco no site, e me deparei com esta surpresa: O FZed.

Impõe respeito!

O veículo é praticamente um Fórmula 1 (Mais propriamente, uma réplica do Lotus T125, cujo projeto foi vendido pela Lotus) com tudo a que se tem direito: Motorzão Cosworth 3.8 de 675 cv, câmbio automático, e lógico, muita fibra de carbono.
O original.

O veículo é interessante porque, ao contrário dos Fórmula 1 descomissionados, no qual se paga somas absurdas de dinheiro por peças que talvez nem existam mais, o FZed é um veículo de produção. ou seja, menos medo, mais vontade de acelerar. Se bater, tem peça pra consertar.
Não que o brinquedo seja barato: São 615 MIL FUCKING DÓLARES. Mas, vamos e venhamos, sai mais barato que muito Fórmula 1 à venda nos classificados de carros de corrida mundo afora.
Sem falar que o bicho é ajeitado!

Fique com um vídeo do piloto Greg Murphy testendo o FZed.

sábado, 29 de julho de 2017

Uma fórmula 100% nacional: É a Fórmula Inter!


Apresento a mais nova categoria de fórmula, que surgiu em fins do ano passado: A Fórmula Inter!

A nova categoria de fórmula nacional aposta na própria indústria, no formato "Spec" (Um chassis, um motor, para todos) e no sistema de aluguel (Os carros pertencem à categoria e são alugados para as equipes) para tornar mais acessíveis os custos para se correr em uma categoria de fórmula, fazendo ressuscitar o sonho de muitos jovens de ser pilotos de destaque.

O carro é "zero-quilômetro", feito pela Minelli, das rodas ao volante, modelo MG-15, e foi desenhado para ganhar a simpatia do público, mas sem descuidar da aerodinâmica. Seu design é bastante inspirado nos Fórmula 1 das décadas de 80 e 90. Os números são grandes e destacados, e os carros são bem fortinhos, com um motor 2.0 de 193 cv. Não chega a ser um Fórmula 3, mas o custo-benefício é surpreendente. Além de fortinhos, são levinhos: Levam muita fibra de carbono!

Os pilotos terão direito a frequentar uma academia própria para condicionamento físico de pilotos de corrida, além do que mais também terão noções de pilotagem, mecânica, etc, recebendo macetes de gente graúda no automobilismo nacional, do calibre de Roberto Pupo Moreno (Não é pouca coisa, não!). Ou seja, uma assessoria inédita na história do automobilismo brasileiro.

O custo é de cerca de R$ 13 mil por etapa, não é barato para o "padrão Salário Mínimo", mas as equipes não precisam se preocupar com a manutenção dos carros, pneus, nem com o combustível (Que é o Etanol - Outra sacada de gênio!), é só chegar no autódromo que já tá tudo pronto.

Desejo sucesso para essa nova categoria!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

A história do garagista que quis ter seu próprio Fórmula 1... E conseguiu!

Este ex-carro de Fórmula 1 Honda 2007, outrora pilotado por Rubens Barrichello, foi o assunto de um tópico sobre construção no fórum F1 Technical, por seu proprietário, o membro do fórum conhecido por "F1Snake". Eu nunca achei que escreveria novamente os termos "Carro de Fórmula 1" e "Feito em casa" na mesma frase, mas foi exatamente o que aconteceu aqui. Este RA107 em particular foi adquirido sem motor, coluna de direção e volante pelo corredor particular em um leilão local no Reino Unido por uma soma modesta de 37.000 Libras Esterlinas. A seguir nós teremos uma palhinha do seu esforço heróico para fazer o carro operacional, mais uma vez.


Pra mover o carro, F1Snake escolheu um motor da Hartley Enterprises, o H1 de 3 litros (Uma vez que a Honda se recusou a vender motor de Fórmula 1 para pessoas físicas).
O Hartley é composto de dois motores da moto Suzuki Hayabusa, unidos em bloco e virabrequim conjuntos, que entregam saudáveis 500 cv de potência.
O motor tem basicamente as mesmas dimensões e relação peso-potência que o carro tinha quando correu pela última vez em 2007, mas com custo (Muito) mais acessível.


Por sorte, o transeixo ainda estava no seu lugar no ato da compra mas desde que ele não se alinhava com o novo motor, o pacote inteiro teve que ser mandado para a Hewland Engineering Ltd. Lá, eles fizeram sua mágica para fazer todos funcionarem juntos em harmonia.



Algumas peças sobressalentes do Honda 2007 original foram adquiridas, e também uma luz de chuva de "segunda mão" de McLaren por uma fração do custo da peça nova.


Depois de comprar um volante de DTA, o novo proprietário do Honda F1 foi sortudo o bastante para conseguir um volante RB original 2007 apropriado, o qual é um de apenas oito que foram feitos.

Ainda que o carro não esteja ainda totalmente completo, esse tópico incrivelmente inspirador e constante é um dos quais se deve sempre estar de olho por atualizações até que finalmente o carro esteja usável para pista novamente. Estamos felizes de ver que este ex-Fórmula 1 foi salvo de um destino infeliz ao qual estava destinado, para exibição estática. Isso quase dá a nós, meros mortais, fé de que nós podemos fazer algo semelhante nós mesmos, um dia. Talvez...
Encontre o tópico aqui:
(Ambos em inglês)

Artigo traduzido do blog Car Build Index.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

rFactor e meus comparativos

Há muito tempo atrás (2009 - Caramba, hein? O_o), um dia eu lancei no ar a pergunta sobre qual seria, dentre duas categorias, a que venceria em um duelo, comparadas por tamanho e outras características em comum.

Minha primeira comparação foi sobre Side-Car contra Fórmula Jedi (Um monoposto tamanho P com motor de moto 1000cc).
Recentemente, andei brincando com um simulador de corridas chamado rFactor, que é altamente personalizável, podendo colocar praticamente qualquer coisa que corre pra correr.
E, dois mods me chamaram a atenção: Um do Side-Car e outro do Fórmula Jedi. Fiz uma macumbinha básica para colocar os dois juntos sem precisar recorrer ao "Absolute", e coloquei as duas categorias em confronto direto.
Resultado: Apesar do peso extra do passageiro, o Side-Car JANTA o Fórmula Jedi! Porque o Sidecar tem 86 kW em 600cc e 370 Kg e o Jedi, 112 kW em 1000cc e 425 Kg. Peso deve contar muito. E o OzRacer (Uma espécie de Stock Jr. australiana) janta os dois com farofa, com seu motor de 151 kW em 1200cc apesar dos 450 Kg. Mas, numa corrida com dez, os OzRacers não duraram nem uma volta completa, os quatro da corrida fritaram o motor no meio da volta.
A relação peso-potência do Side-Car é de 4,30 kg/kW, enquanto que a do Jedi é de 2,81 kg/kW e a do OzRacer é de 2,98 kg/kW. Nas contas o Jedi devia jantar o Side-Car e o OzRacer com farofa e salada, mas não é o que acontece. Talvez, os freios do Side-Car devam ser bem mais eficientes, mas não foi o caso, a jantada foi na aceleração mesmo.

EDIT: Adicionei uma categoria de monopostos parecida com a Jedi, a Formula Predator, que se divide em duas categorias de potências distintas: 600cc, com 78 kW em 460 kg e 1000cc, com 104 kW em 467 kg (4, 49 kg/kW). E, apesar de ser mais pesado e menos potente (Além de ser praticamente "inguiável") o Predator 1000 bate o Jedi.
Eu acho que as físicas do Jedi não foram bem feitas.
Não pude tirar foto porque não sei como acionar a versão "espectador".

sexta-feira, 29 de março de 2013

O que deu errado na Fórmula 3 "sul-americana"?

Não é novidade pra ninguém, a Fórmula 3 "sul-americana" (Coloco entre aspas porque, a bem da verdade, só corre no Brasil e só tem pilotos brasileiros de uns tempos pra cá) anda mal das pernas. E quando eu digo mal, eu digo MAL.
Corremos sério risco de ver a principal categoria de monopostos do Brasil ir pro vinagre de vez!
O que foi que deu errado?
Bom, eu posso aqui dar os meus dois centavos, na opinião de (possível) espectador, ou seja, na opinião de quem não é "do ramo", apenas um entusiasta que gosta de corridas e vê na F-3 um celeiro de futuros campeões da F-1 e da Indy.

Primeiro, a F-3 é CARA. CARÍSSIMA. Além de ser a mais forte dentre as F-3 de todo o mundo, também deve ser a mais cara dentre as F-3 de todo o mundo. E isso sem razão de ser.

Segundo, a F-3 "sul-americana" é "spec" (Um chassi, um motor pra todos). E não era assim na década de 90. E corridas "spec", a bem da verdade, não atraem público. Veja o "sucesso" da A1GP, da Fórmula Superliga e da Fórmula 2 (Aquela dos chassis Williams e motor Audi Turbo). Eram premissas boas? Talvez, mas o "fator Spec" matou as três categorias. A GP2 só se mantém por estar praticamente atrelada à Fórmula 1, e mesmo assim a versão Asia não suportou e teve que se fundir com a versão europeia da categoria. Categorias "Spec" só são boas para fórmulas-base e Gentlemen Drivers, o povo gosta de ver batalha de marcas. Por que acha que a Fórmula Truck faz sucesso?

Terceiro, a F-3 é brasileira, corre em pistas brasileiras, com pilotos e equipes brasileiros, mas o equipamento... Será que não existe UMA oficina no Brasil que saiba mexer com fibra de carbono para fazer chassis? Minelli, Moro, JL, Dimep, MC Tubarão, AC Cars, Techspeed, Próton, Aldee... Será que NENHUM deles seria capaz de mexer com fibra de carbono e fazer um chassi de Fórmula 3? E, mesmo que o chassi tenha que ser importado, tanta fábrica faz chassi de Fórmula 3, POR QUE RAIOS só pode ser Dallara?
(A Formula 3 alemã usa quatro marcas de chassi e muitas usam no mínimo duas)
E quanto ao motor? POR QUE RAIOS temos que mandar os motores serem preparados lá no Berta com tanto preparador de motor que temos aqui? Por que SÓ UMA opção de motor?

Quarto, QUAIS atrativos para pilotos, equipes e público tem a F-3 "sul-americana"? Não dá superlicença ao campeão (E olha que a nossa F-3 é a mais potente do mundo!), não possui espaço decente nas mídias, não atrai patrocinadores de peso, até o site oficial está defasado! Tanto é que o Chile possui a sua própria Fórmula 3, com fabricantes de chassi locais, sendo que os pilotos chilenos poderiam muito bem estar enchendo grid. E nós poderíamos estar com as máquinas rugindo em todo Mercosul e também no Chile.

O problema maior é que a Fórmula 3 "sul-americana" tem os custos de uma categoria top, mas não tem a "consideração", podemos dizer assim, de uma categoria top. Não é tratada como "um dos degraus mais próximos para a Fórmula 1, a Indy, ou o raio que o parta". É tratada como "Uma competição de filhinhos-de-papai que estão se preparando para disputar esse tipo de corrida na Europa".
Se a FIA desse direito à Superlicença ao vencedor da F-3 "sul-americana", por exemplo, como faz na F-3 europeia, britânica, espanhola e japonesa, com certeza, atrairia mais patrocinadores, chefes de equipe, pilotos e, principalmente, PÚBLICO! E seria, com certeza, SUL-AMERICANA, porque o que iria vir de piloto argentino, uruguaio, paraguaio, chileno... Viria piloto até do Panamá e de Trinidad & Tobago atrás de tentar uma superlicença sem precisar ir à Europa! Viria piloto até de Angola! E com certeza, teríamos aquela gostosa rivalidade "equipes brasileiras contra equipes argentinas".

Mas, para isso, a F-3 vai ter que mudar bastante, a começar pela CODASUR, que teria que cantar de novo no terreiro. Seguem minhas sugestões:
-Permitir novas opções de chassis além da Dallara;
-Preparação de motor a cargo das equipes, sem padronização. Motor pode ser de qualquer marca;
-Ao menos, uma corrida em cada país da América do Sul que possua um piloto e/ou uma equipe, e corridas-exibição nos países onde não houver, para despertar interesse;
-Uma fórmula de acesso, podendo ser "spec" ou aberta, para abrir a competição.
-Pneus devem ser feitos na América do Sul.
-Esquema de isenção de impostos semelhante ao praticado na Argentina, para atrair patrocinadores.
-Superlicença para o campeão da temporada, válida por 12 meses.

Ou algo é feito para mudar a situação da F-3 "sul-americana", ou tal categoria deixará de existir ou se desvirtuará e mudará de nome e regras, perdendo a filiação à FIA.

#prontofalei

quarta-feira, 27 de março de 2013

O som da "Formula 1 alternativa"

Big Open Single Seater Grand Prix, ou simplesmente, BOSS GP. Repetindo uma velha receita, mas com variantes.

A velha receita é usar carros de temporadas passadas (Alguns de temporadas já BEM passadas) da Formula 1 para fazer um campeonato próprio, receita já usada pelo Campeonato Britânico de Fórmula 1 e pela Fórmula 1 Sul-Africana, cujas matérias ainda estou devendo.

As diferenças são as seguintes:
1-Agora o campeonato é em nível continental, ou seja, corre em toda a Europa;
2-Há mais categorias Top além da F1 das quais pode-se pegar os carrinhos, ao contrário de uns 30 anos atrás. Se um F1 é muito caro pra você, pode-se testar um Indy, GP2, World Series, F-3000, AutoGP (Ex-A1GP), F-Nippon (Agora SuperGP), entre outras. Com isso, o ingresso na categoria ficou mais barato em relação às "Fórmulas 1 alternativas" de antes.

Já falei dessa categoria antres, já falei até mesmo do brazuca da BOSS GP, o Abba Kogan. Mas é sempre bom mostrar como é a bagaça, e para essa função, nada melhor que uns vídeos. Ah, se não reconhecer as pinturas, não faz mal, é que tem gente que repinta os fórmulas para ficar mais a seu gosto pessoal (Ou do patrocinador, pode muito bem acontecer...).

Então, aumenta o volume, porque aqui é só o "fino" das pistas.






Nota-se o clima garagista, mesmo com máquinas que podem custar de cem mil até um milhão e pouco de dólares.



Ufa, eu acho que ja chega, né? E aí, deu vontade de ver uma mistureba dessas aqui no Brasil? A pilotada tem que se organizar, porque se for depender dos cartolas, NUNCA que vai ter algo desse naipe rolando em Interlagos, por exemplo.
Carro pra vender, existe. Pro motor durar, pode cortar a potência pela metade, o povo quer barulho e carro correndo. É até mais seguro.
Pode-se comprar aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui também.
Quer saber mais sobre esta categoria? Aqui o site da BOSS GP.

terça-feira, 26 de março de 2013

Paguei um Pau: Réplicas de Formula-1 made in Brazil!

Lembra de quando eu mencionei o Bob Salisbury? Pois, deram de fazer o mesmo pra cá do Atlântico.

O nome da empresa é AC Cars, é de São Paulo, e anuncia suas criações no Mercado Livre. O site é bonitinho, mas se você quiser ver o dia-a-dia do trabalho lá, recomendo que visite o blog da empresa.

As fotos mostradas aqui são dos anúncios da empresa no Mercado Livre

O que acha de ter em casa uma réplica perfeita da McLaren do Ayrton Senna?
Por R$ 50 mil você leva uma e pode até pendurar no teto. Agora, se estiver afim de desembolsar R$ 120 mil, você leva ela equipada com um V6 de 400cv da Audi. Não chega a ser uma F1, mas é mais que uma F3.

Se quiser outro modelo, como, por exemplo, a Ferrari do Schumacher, pode também.

No teto ou na pista, vai da escolha do cliente. A empresa também fabrica réplicas de outros carros esporte, equipados com motores V6 ou V8, e testados em Interlagos antes de entregar ao cliente.


Te gustaria uma "Ferrari 430" (Atrás da F1)?


Ou uma "Lamborghini Diablo"?

Também faz réplicas de Mini Cooper, Cobra, Porsche, Esporte-Protótipo e projetos personalizados e exclusivos a gosto do cliente. E também constrói simuladores de Formula 1 top de linha!

Vou falar pra vocês, esse cara, Ademar Cabral, é fera! Paguei um pau de sequóia!
(Se eu tivesse grana, eu faria uma encomenda de Diablo, mas com V12 BMW)

Brasileiro é bom de fazer réplica, herança da indústria dos Fora-de-Série dos anos 70 e 80. Mas o Ademar Cabral foi além. Tá no nível das oficinas de primeiro mundo.

Quer comprar carros de corrida no Brasil?

Você tem uma opção com carros brasileiros de variadas categorias, o CLASSI RACING, onde você pode achar aquela máquina que você estava procurando tanto.

No dia que eu acessei, tinha um Aldee cupê (R$ 40 mil), um Aldee Spyder (R$ 39.900), uma Maserati Trofeo (R$ 99 mil), um Omega Stock Paulista (R$ 10.200), alguns fórmulas nacionais (R$ 40 mil pelo F-Chevrolet e pelo F-Ford Minelli, R$ 30 mil pelo F-Vê zero bala [R$ 12 mil se for kit] ) e até mesmo uns Fórmula 1 para opção de importação, começando pelo Footwork (Arrows)-Hart com equipamento de pit completo por R$ 250 mil e chegando no Benetton-Renault com traquitanas de box, starter e jogo de rodas por R$ 430 mil, não incluso frete e IPI. BOSS-GP/BR, alguém?

Também tem alguns turismo envenenados pra endurance (Gol, Peugeot, Ford Ka), e um Fuscão carenado estilo Divisão 3.

Interessou "nas pechincha"? Site da CLASSI RACING!

Renascimento das Fórmulas no Brasil... Parte 3!!!


E segue mais fórmulas, pensa que acabou? Eu pensei, mas ainda bem, eu tava enganado.
No RS, como de praxe... O que esperar de um estado que possui 4 autódromos (Com A maiúsculo!) de uso público?... Surge uma categoria direcionada aos iniciantes (Ou seja, a molecada a partir dos 15): A Fórmula Júnior!


Os carros são os mesmos das extintas Fórmula Universitária e Fórmula Brasil: Concebidos a pedido da CBA, usam motor Chevrolet e câmbio Hewland. Possuem ajustes de suspensão e asas que permitem o desenvolvimento de uma doutrina de ajustes e acertos de carro para determinadas condições.

E para quem quer sair do kart mais cedo, para onde vai?
Existe a Fórmula + (Lê-se "Fórmula mais"), que usa um chassi italiano com motor Yamaha 600cc, e foi lançada simultameamente aqui e na Itália.
Muitos dizem, em especial os gaúchos, que a Fórmula + se parece com a antiga Fórmula 5, popular na Argentina e que foi tentado implantar no Brasil, sem muito sucesso. A diferença principal está no motor, que nos F-5 usa os 200cc dois-tempos, inclusive os Agrale são populares por lá
A Fórmula + foi apresentada em 2011 e implantada em 2012, e a idade mínima é de 13 anos para o piloto.

O vídeo mostra os detalhes da maquininha, que na Itália é chamada "Formula Modena" por ser essa a cidade onde surgiu a baratinha.

No entanto, não consigo achar o site da Fórmula +. O site da Fórmula Júnior está aqui.

sábado, 16 de março de 2013

Renascimento das Fórmulas no Brasil... Parte 2!

Tomando o excelente exemplo do Rio Grande do Sul, o Paraná resolveu (Em 2012, tô MUITO atrasado! >.<) criar sua categoria de Fórmula. E, na falta de uma, criou duas, que correm no mesmo dia, mas possuem regulamentos diferentes: A Fórmula Premium e a Fórmula Premium Light

Vamos começar pela Premium Light, que é uma categoria "Spec": Ou seja, um chassi e um motor pra todos. A organização se encarrega de guardar os carros e os motores são sorteados, havendo assim o máximo de igualdade entre os pilotos, que assim podem se impôr no modo como usam o volante.


Não sei quanto a vocês, mas acho que eu já vi esse carro em algum lugar... O conceito de se usar eixo dianteiro de Fusca em monopostos "acessíveis" parece ser uma constante. No Ceará, os Fórnula V usam o mesmo conceito, e obviamente, em São Paulo, a Formula Vee Brasil também. Até suspeitei que esses monopostos, antigamente chamados "Fórmula Pinhais", tivessem vindo do Ceará, mas parece que foi só coincidência.

Bueno, agora sim... *esfrega as mãos* Vamos falar da Fórmula Premium!
Anos atrás, eu pregava o surgimento de uma "Fórmula Livre", com motor 2.0 e chassis à escolha da equipe. De como isso é mania na Europa (Onde tem pegas de F-1 contra F-Indy! O.o), nos EUA e em outros países onde o Esporte a Motor é tratado pelas federações como coisa séria.
Pois, a Fórmula Premium é a que chegou mais perto disso!
Vamos ver os carros:


Tatuus, ex-Fórmula Renault, ex-Super Fórmula 2.0;


Techspeed, ex-Fórmula Chevrolet, ex-Fórmula 4, também corre na F-Gaúcha;


63MKT, ex-Fórmula Universitária (Que nem sei se chegou a acontecer...), ex-Fórmula Brasil, corre também na Fórmula Junior Gaúcha;


Dallara, ex-Fórmula 3 (Yes, isso mesmo!);


Minelli, ex-Fórmula Ford, ex-Fórmula SP, também corre na F-Gaúcha;


E um Endec, que também corre na F-Premium Light.
E o regulamento é claro:

"Na Fórmula Premium pode-se correr com qualquer marca de chassis, com motor até 1.8 standard com apenas um rebaixo de 1mm no cabeçote para dar um pouco mais de taxa no motor, pneus Slick da marca Pirelli, mesma medida utilizada na F3, Rodas de alumínio e carenagens livres." (Fonte: Site da Fórmula Premium)
Detalhe, não menciona marca de motor, então você pode usar um motor Lada majorado se achar que fica bom (VIU, FLÁVIO GOMES? xD).

A categoria ainda é novinha, começou ano passado e tem menos de 10 pilotos em cada categoria. Prevejo gente vindo com Fórmula Future, mais F-3 usados, Mais F-Renault abandonados, mais F-Ford e F-Chevrolet, e por que não, um F-V 1.8 do Nordeste poderia marcar presença também.

Eu tinha uma cisma quanto a colocar no mesmo grid carros de fibra de carbono (Tatuus, Dallara...) contra carros com chassi tubular - As vezes de aço (Techspeed, Minelli...), mas parece que os competidores não têm muita neura quanto a isso.

Sucesso à galera do Paraná! E, se de repente, pensarem em correr em São Paulo, não se acanhem. Se não der em Interlagos, tem ECPA (Piracicaba), Speed Park (Franca), e os particulares Velo Cittá (Mogi), Dimep (Itatinga) e Capuava (Indaiatuba). É só falar com os responsáveis.

E Força no Chinelão Caipira!