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sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Fórmula Inter, agora na LDA


 

(Pirateado do Blog da Formula Inter)

Inovando desde o seu surgimento, a Fórmula Inter mantém a premissa e anuncia mais uma inusitada e positiva novidade a partir da temporada 2021, a parceria com a Liga Desportiva de Automobilismo (LDA)

O acordo definitivo entre o idealizador e presidente da F.Inter, Marcos Galassi, e o fundador e presidente da LDA, Ernesto A. Costa e Silva, firmou-se na última terça-feira (06).

A parceria abre um leque de possibilidades a ser ainda mais explorado que não só as provas de automobilismo, mas também a realização de outras ações através das possibilidades oferecidas pela LDA e com a plataforma da F.Inter, visando à fomentação do acesso ao esporte.

“Minha satisfação em poder anunciar mais essa ótima parceira da Fórmula Inter já para 2021 e com uma entidade de tamanha competência e seriedade como a LDA não poderia ser outra senão enorme”, afirmou Marcos Galassi. “Saber que teremos à disposição uma equipe de profissionais tão apaixonados quanto nós pelo esporte que praticamos e ainda por cima com experiência comprovada para zelar pelos nossos pilotos durante os eventos que realizaremos, realmente traz um alento a mais e também uma boa dose de tranquilidade ao pensar que estamos em boas mãos”, comemorou Galassi.

 O presidente da LDA também vê como promissora a união com a Fórmula Inter.


“Eu vejo essa nova parceria com bastante alegria. Até porque trata-se, entre outras coisas, de uma oportunidade também para quem vem dos karts, ou seja, é um degrau superimportante para quem vem da base e quer se firmar na carreira de piloto ainda no Brasil. Nesse caso, através de uma categoria que oferece uma ótima plataforma e um carro muito bem construído, seguro, com asas enormes e pneus slick, anda muito e é pensado exclusivamente para competições, mas é oferecido por um valor de investimento decente para os pilotos”, afirmou Ernesto Silva.

“Além de tudo, os carros têm um visual fantástico, são grandes, vistosos, muito bonitos, enchem os olhos de pilotos e também do público, o que colabora muito na percepção de valor do evento, ainda mais com um grid potencial de 12 carros. Bem, realmente penso que a chegada da Fórmula Inter à LDA só tem a somar, pois trabalhando juntos temos muito a contribuir em prol do automobilismo. Com isso, muitos se beneficiarão, principalmente pilotos e público, então, seja muito bem vinda à LDA, Fórmula Inter!”, acrescentou o presidente da Liga Desportiva de Automobilismo.

A equipe da LDA é treinada e capitaneada pelo presidente Ernesto Silva, que em seu extenso currículo já emprestou seu conhecimento a diversos eventos do esporte a motor, principalmente - mas não somente - no autódromo de Interlagos (SP), incluindo entre esses eventos inúmeras provas de Fórmula 1, WEC, Fórmula Indy (essa realizada em circuito de rua na Capital Paulista), Stock Car, Fórmula Truck, entre outras provas internacionais e também nacionais de grande porte, inclusive até em provas de motovelocidade, como às do MOTO 1000 GP, nessa última coordenando a equipe de resgate (essencial em provas do gênero).

Sempre com o objetivo de elevar a segurança e proporcionar melhor participação para todos os envolvidos, desde pilotos a mecânicos, passando pelos chefes de equipes, engenheiros, profissionais de imprensa e todos que de alguma forma se envolvam na realização de tais eventos.

O acordo entre a Fórmula Inter e a Liga Desportiva de Automobilismo faz jus também à nova filosofia da categoria de proporcionar valores mais acessíveis aos pilotos. Pela LDA, os valores de inscrição de prova tornaram-se muito mais acessíveis e compatíveis com uma realidade atual.

O valor da tão sonhada “carteira de piloto” também recebeu as benesses oferecidas pela parceria, afinal o valor a ser investido na renovação ou na primeira certificação do piloto, através da LDA, são mais acessíveis e duradouros, podendo chegar a cinco anos de vigência. E isso com um valor de investimento que poderia ser considerado até como “simbólico”.

Os rounds da F.Inter no autódromo de Interlagos em São Paulo, a partir de 2021, serão chancelados e supervisionadas pela Liga Desportiva de Automobilismo, tendo validade e reconhecimento em caráter nacional.

A oficialização da abertura do calendário de competições desse ano ainda depende da confirmação e liberação dos órgãos de saúde e sanitarismo vinculados ao poder executivo do Estado e da Cidade de São Paulo, devido ao momento incomum e preocupante que vivemos em razão da pandemia causada pela COVID-19, que assolou de maneira devastadora todo o território brasileiro. Diante desse cenário, informações sobre a temporada deste ano serão publicadas oportunamente no site e nas redes sociais da categoria, assim como da LDA.

Outras novidades da F.Inter estão a caminho e serão anunciadas em breve. Portanto, fiquem ligados com a gente!

Permaneçam seguros, cuidem-se e cuidem dos seus.

Assessor de Imprensa: Ronaldo Arrighi – ronaldo@formulainter.com.br

O mais novo autódromo do Brasil - Circuito Panamericano

Na onda de grandes empresas que possuem circuitos privados, a Pirelli seguiu o passo da Mitsubishi e abriu, na pequena cidade de Elias Fausto-SP, o complexo conhecido como Circuito Panamericano.

É um complexo pra testes de pneus, com vários tipos diferentes de pista, São sete pistas, cada uma com uma função, entre elas a pista de corrida no seco (O circuito em si), a pista molhada, que reaproveita a água jogada na pista, uma pista de teste de ruído interno, uma de ruído externo, a pista off-road, o anel molhado (pra testar capacidade de curva em ambiente molhado) e a pista de testes especiais. A diferença dessa pra outras pistas de testes é que esta possui uma "área social", ou seja, não é uma pista de uso restrito à fábrica, como as pistas anteriores de fábricas de pneus (Pirelli, inclusive) e de montadoras de veículos, mas sim, espaços que podem ser alugados para "eventos sociais" (Com muitas aspas aqui) que envolvam esporte a motor.

Tudo isso só pra testar pneus.

Já teve gente estudando a pista e, pelo visto, o Circuito Panamericano é mais uma daquelas pistas que serão usadas para testes de veículos por canais de mídia e track days de filhinhos de papai, mas nada descarta a possibilidade de uma corrida da CBA ou da FASP (Ou mesmo da LDA) nesses domínios.

Por ser mais um autódromo "privado" (Somando-se a Velo-Città [Apesar de que esse recebe corridas], Haras Tuiuti, Capuava, e DIMEP), o Circuito Panamericano não será contado como um "novo" autódromo para o estado de São Paulo que, "oficialmente" possui 3 autódromos que recebem corridas federadas: Interlagos, ECPA (Piracicaba) e Velo-Città (Mogi-Guaçu). 


segunda-feira, 16 de março de 2020

Nova mudança na Stock: Pela primeira vez, com Toyota e mais de um motor!

O Toyota da Stock Car

Depois de mais alguns anos com apenas a Chevrolet fornecendo a forma do carro - E o motor - a Stock Car está fazendo uma mudança nova.

Sai aquele perfil TransAm/DTM de carro largão querendo parecer GT e entra um perfil bem parecido com o usado na Copa Petrobras de Marcas: Laterais e teto serão monobloco original, enquanto que o capô e a traseira serão de fibra de vidro. e o chassi tubular no meio. A Giaffone Racing fazia os carros da Copa Petrobras de Marcas, então preparem-se para um tiquinho de nostalgia.

Mas a mudança não se resume a isso. O motor permanece o mesmo, MAS SÓ NO CRUZE. O Corolla usará um motor V8 da Toyota (Provavelmente, também usado na NASCAR), e o potenciamento será o mesmo para os dois tipos de motor. É a primeira vez que a Stock Car usará mais de um motor. E, como a Vicar está querendo atrair outras marcas, podemos esperar mais motores a partir de 2021, pois cada marca terá que vir com seu motor.

Especulando, das montadoras que têm fábricas no Brasil, a Fiat pode vir com um Cronos com motor Chrysler, já que a Fiat comprou a marca norte-americana. Outra aposta boa seria a Ford, que há tempos não participa oficialmente de competições. O Fusion é muito grande, talvez um Focus Sedan serviria. A Volkswagen, apesar de ter seu V8 (Ou poder usar o da Audi), teve o trauma do Rafael Sperafico morrendo a bordo de um Stock com a bolha do Bora, mas seria legal um Virtus no páreo com motor da RS4 ou da Touareg. É mais fácil usar a marca Audi na competição (E o A3 sedan). A Hyundai poderia vir com o Sonata usando o motor 5.0 do Equus. Peugeot, Renault e Citroën podem pegar "emprestado" um motor Nissan (Já que a Renault é quase dona da Nissan), que é usado na pick-up Titan. E lógico, a Nissan também poderia vir na vibe. A Honda pode usar o motor que usa (ou usava) na Indy, feito em parceria com a Ilmor. A Mitsubishi tem seu V8 usado na Outlander (Imagine um Lancer com o veoitão de 4 litros e meio...) Mercedes e BMW também têm seus exemplares. E talvez possa aparecer um Jaguar, já que a Jaguar/Land Rover também monta veículos aqui, mesmo sendo apenas o Discovery.  A única marca que realmente ficaria de fora seria a Chery.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Com "Sangue, Suor e Lágrimas", as Mil Milhas ressurgem!


A promotora com o troféu do vencedor das Mil Milhas 2020
A promotora Elione Queiroz disse que iria resgatar a prova de longa duração e cumpriu a palavra; pena que apenas 40 pilotos acreditaram nela
Por Américo Teixeira Junior – Fotos Cláudio Kolodziej
(Pirateado de Diário Motorsport)



A merecida festa de pilotos que participaram não apenas de uma prova, mas do resgate de uma tradição

Com o tempo de 11h01min00s312, completado na somatória de 360 voltas pelos 4.309m do Autódromo Municipal José Carlos Pace, o Ginetta G55 #16 venceu neste domingo, 16, a prova Mil Milhas do Brasil 2020, que sob nova direção voltou a ser disputada após 12 anos. Os pilotos Ésio Vichiese, Renan Guerra e Stuart Turvey fecharam a maratona com cinco voltas de vantagem para Flávio Abrunhoza, Leandro Ferrari, Marcelo Brizac e Renato Braga, que levaram o Mercedes AMG #20 ao 2º posto. Todos eles fizeram parte de um grupo formado por 40 pilotos, que se dividiram por 12 carros inscritos de sete categorias diferentes.
Se analisado unicamente pela crueza dos números, o evento não reuniu condições para ser classificado como um grande sucesso. Mas seria miopia vê-lo apenas por esse aspecto. A Mil Milhas do Brasil 2020 revelou que é possível, sim, assumir desafios no automobilismo brasileiro, assim como entregar o prometido. Nesse sentido, Elione Queiroz fez sua essa árdua tarefa e deixou muitos impressionados, pois não esperavam que, por trás do sorriso fácil da goiana, estaria uma promotora de primeira linha, empreendedora e corajosa.
A largada tradicional à noite.

Faltaram os pilotos

Há de se fazer um Raio-X do automobilismo atual para tentar entender onde estavam os pilotos. Muito dos quais, convenhamos, lamentaram por anos e com razão, a ausência da Mil Milhas no calendário festivo da cidade de São Paulo. Entretanto, quantos carros não poderiam ter alinhado no grid sob as estrelas da meia noite? Onde estariam as equipes que, nos regionais, realizam um trabalho que só faz celebrar o espírito da Mil Milhas? Onde estariam aqueles que se comprometeram, mas não apareceram?
Mas se o motivo foi a desconfiança, o receio de estar diante de mais um a prometer e não entregar, vai aqui uma boa notícia. A parceria firmada entre a promotora, a Federação de Automobilismo de São Paulo e a prefeitura da cidade é por cinco anos. E já há data para a Mil Milhas do Brasil 2021: 25 de janeiro. Ousaria até dizer que essa segunda edição da nova era da Mil Milhas já tem o apoio quem esteve em Interlagos, dentro e fora da pista, privilegiadamente testemunhando um renascer que promete ser duradouro.

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Regionais: Old Truck Paranaense

Corridas de clássicos são carne de vaca na região Sul. Paraná e Rio Grande do Sul têm suas copas de clássicos, e até o automobilismo de velocidade na terra catarinense tem sua categoria de modelos clássicos, a TCC.

Bom, se dá certo pros carros, dá certo pros caminhões: Uma vez eu falei da Fórnula Sul, que seria uma espécie de competição para os trucks mais antigos, e que virou um fiasco. Bom, a ideia foi reciclada, aperfeiçoada e em 2017, tornou-se uma categoria totalmente nova, que só corre no Paraná: A OLD TRUCK.

E quando eu falo "Old", eu falo OLD: Não falo apenas de trucks das temporadas passadas, Mercedes, Scania e Volvo Focinhudos, e VW Fuscão: Também estou falando de Scania Jacaré e Fenemê! Só pra se ter uma ideia, o veterano piloto americano Gene Fireball retornou às pistas só pra guiar um "bruto véio"!

E o ÚNICO Fenemê de competição do MUNDO também marca presença!

E mais uma vez, o besta aqui entrega uma notícia estilo Barrichello News. Fiquem com uma palha do que é a bagaça.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Barrichello volta a correr em monopostos (E a Austrália volta a ter uma categoria top de monopostos)


Rubens Barrichello vai no mês que vêm à Austrália para voltar a correr em monolugares, sete anos depois da última vez. O piloto de 47 anos foi convidado pela organização da S5000, a nova competição de monolugares australiana, para participar numa corrida no circuito de Sandown, que acontecerá a 22 de setembro. 

"Estive na Austrália muitas vezes durante minha carreira na Fórmula 1 e estou animado em voltar para a primeira corrida da história da S5000, em Melbourne. O conceito da S5000 é muito interessante, o carro parece um desafio real e estou ansioso de fazer minha parte nesse lançamento", começou por dizer Barrichello.

"É ótimo ver o ressurgimento de competições séries de monopostos na Austrália. Falaram que ver e ouvir o motor V8 de 5L na traseira do S5000 é incrível. Nunca estive no circuito de Sandown antes, então haverá muito a absorver, mas parece uma ótima praça para a estreia da S5000. Será uma grande experiência", concluiu.

Chris Lambden, o responsável pela competição, elogiou a decisão do veterano piloto.

"Estamos animados [por saber] que um piloto do calibre de Rubens venha a Melbourne para competir na primeira corrida da história da categoria. Quando nós criamos um campeonato de alto nível para a Austrália, moldada para a tradição australiana dos V8, esperamos que incentive novamente o foco numa forma de corridas que saiu do holofote nos últimos anos. O fato de ter Rubens Barrichello na grelha de partida é fabuloso", comentou.

"Rubens está trabalhando bastante desde que saiu da Formula 1 e da Indy - a Stock Car Brasileira é uma categoria de turismo não muito diferente da Supercar Australiana -, mas utiliza motores V8, numa grelha de 32 carros e vários pilotos brasileiros famosos no volante. Rubens venceu a última corrida, inclusive, semana passada, em Campo Grande. É um piloto de verdade. Estará em casa na S5000 e será um alvo de qualidade para jovens australianos esperançosos e pilotos mais experientes", concluiu.

A S5000 é uma categoria de monolugares que tem como base um motor V8 de cinco litros, semelhante ao que acontecia no inicio dos anos 70 com a Formula 5000, que acontecia nos Estados Unidos e Grã-Bretanha. Os chassis são feitos pela Ligier e o motor terá cerca de 560 cavalos. 

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Finalmente, uma categoria turismo RAIZ de abrangência NACIONAL.


O nome pode parecer estranho: "Turismo Nacional BR". Oras, por que "BR"? É porque tem uma categoria com esse mesmo nome na Argentina, e creio que veio de lá a inspiração para a categoria de turismo que simplesmente retorna às raízes e está enchendo a pista de carros.

Até o momento, são cinco categorias, separadas em duas classes: Classe 1, para carros feitos a partir de 2017, e dividida em três subclasses: B, A e Special. E a Classe 2, para carros feitos de 1997 até 2016, e dividida em duas subclasses: B e A. As duas classes correm em separado, mas com as suas subclasses correndo ao mesmo tempo, o que garante, por exemplo, um grid de quase 50 carros na Classe 1.

Em ambas as classes, o motor é aspirado, até 1600cc. Mas desta vez, o motor deve ser da mesma fabricante do veículo. E modelos não faltam.



Na Classe 1, temos:
  • VW: Gol, UP
  • Chevrolet: Celta, Onix, Corsa
  • Fiat: Palio, Mobi, Uno
  • Ford: Fiesta, Ka
  • Toyota: Etios
  • Nissan: March
  • Citroën: C3
  • Renault: Clio, Kwid
  • Peugeot: 207, 208
  • Hyundai: HB20


E na Classe 2, também tem variedade, embora um pouco menor:
  • VW: Gol
  • Chevrolet: Celta, Corsa
  • Fiat: Palio
  • Ford: Fiesta, Ka
  • Renault: Clio
  • Peugeot: 207
Já para a Classe 3, que está prometida para ainda este ano, planeja-se usar os carros da extinta Copa Petrobras de Marcas e do extinto Trofeo Linea, além de carros de duas categorias ainda atuantes, Mercedes Challenge e Lancer Cup. Aqui a pegada já é mais punk, os motores são aspirados até 2300cc (Ou turbo até 1400cc) e se cogita também usar carros da Stock Car (O chassis JL-09 está designado como permitido para a categoria). Mas, nada de Berta nem de quaisquer "supermotores" que são sorteados a cada corrida: Os motores serão os mesmos dos modelos de rua, o que promete uma verdadeira "Batalha de Marcas", como já ocorre nas outras duas classes.

É a fórmula de sucesso que garantiu a popularidade da Fórmula Truck (E depois, da Copa Truck): Marca contra marca, carro contra carro, motor contra motor. Regras simples, sem desmandos, sem firulas. Um certame nacional, diferentes estilos de pilotagem, troca constante de posições, ou seja: Um AUTOMOBILISMO RAIZ!

domingo, 11 de agosto de 2019

Novos autódromos, e mais alguns em progresso

Plan Speed Park, Campos dos Goytacazes-RJ: O mais novo autódromo do Brasil... Por enquanto.

Campos dos Goytacazes é a nova sede do automobilismo carioca. O Plan Speed Park tem a missão de substituir o extinto autódromo de Jacarepaguá. Por enquanto, só recebe corridas estaduais, mas já se cogita uma prova da Stock Car.

Enquanto isso, em Lima Duarte-MG, só falta o asfalto e o Autódromo Potenza, mais um empreendimento privado que veio quase sem alarde, estará pronto. Será o terceiro autódromo de Minas Gerais, fazendo companhia ao Mega Space, de Santa Luzia, e o Circuito dos Cristais, de Curvelo. Uma senhora evolução para um estado sem autódromo até o começo dos anos 2000.

Paraná não quer ficar atrás do Rio Grande do Sul, e a cidade de Toledo já tem pronta a reta principal e o pórtico de entrada do Autódromo Rafael Sperafico, o resto do circuito virá com o tempo (O Mega Space  e o Velopark também surgiram assim). Com o autódromo pronto, serão quatro pistas para cada estado, enquanto que Santa Catarina ainda só possui pistas de terra (E não são poucas!)

Araçariguama quer reforçar a supremacia paulista em número de autódromos. Até meados dos anos 2000, o estado que só tinha o circuito de Interlagos, viu surgir o ECPA, em Piracicaba; o Speed Park Franca, na cidade de mesmo nome (Infelizmente, fechado). e o Velo-Città, em Mogi-Guaçu. Além disso, dois autódromos privados se tornaram disponíveis para Track Days e eventos automobilísticos, o Fazenda Capuava em Indaiatuba e o circuito DIMEP em Itatinga. Por pouco Birigui não entra na lista, pois sua pista (Speed Park Birigui) é um grande kartódromo com uma reta para arrancada anexa. No máximo, pode-se fazer corrida de motos de baixa cilindrada.

("Valeu", Birigui, por acabar com o kart em Penápolis... ¬¬)

A crise parece não afetar o automobilismo brasileiro, por incrível que pareça. Chapecó também pretende construir um autódromo de asfalto, sendo assim o primeiro autódromo asfaltado de Santa Catarina. Bom, construir não é o termo exato, porque a pista já está lá faz anos, servindo ao catarinense de velocidade na terra. O planejado é cobrir a pista já existente com asfalto. Os projetos estão aí.

Mais pra frente, eu vou mostrar como o esporte a motor está lutando para voltar aos seus dias de ouro no Brasil.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Dois-Tempos ainda rugem... (2)

E, como sempre, desligadão do mundo das competições, descubro que existe corridas de motovelocidade clássica, com ênfase nas categorias 250 e 350, para motos feitas de 1974 a 1990.

É a ICGP, International Classic Grand Prix que, ao contrário dos campeonatos de Fórmula 1 clássicos e da BOSS GP, têm sempre uma paradinha no Brasil (E uma bela participação de brasileiros, muitos deles já veteranos, outros, novatos que pilotam um foguetinho desses pela primeira vez).

A parada começou em 1999, sendo oficializada em 2003, e a primeira etapa brasileira, em 2016, foi em Goiânia (Onde ocorriam as provas de motovelocidade no Brasil), em 2017 não teve prova no Brasil, mas em 2018 já foi anunciado que a etapa brasileira será no "templo" da velocidade brasileira, Interlagos.


O fundador do evento foi um francês, Eric Saul, que tem um vice-campeonato de motovelocidade.

(Informações abaixo do site ICGP Brasil)

O ICGP é um campeonato internacional de motos de Grand Prix das categorias 250 e 350 cm³ fabricadas entre janeiro de 1974 e dezembro de 1984. Sua primeira prova foi realizada em 1999 no circuito de Paul Ricard, na França. O criador do campeonato é o francês Eric Saul, vencedor de dois GPs das categorias 250 e 350 em 1981 e 1982 e também participante do ICGP.

Cerca de 40 motos alinham em cada corrida, havendo classificação e pontuação em separado para quatro categorias (350 cm³, 250 cm³, YC 250 e Master). As Yamaha TZ predominam, mas têm forte concorrência das Kawasaki KR, Chevallier, Rotax, Bimota, Exactweld, Egli, Harris e Spondon.

Entre os pilotos mais conhecidos do ICGP estão o próprio Eric Saul (vencedor de dois GPs do Mundial de Motovelocidade nas categorias 250 cm³ e 350 cm³, em 1981 e 1982); o francês Guy Bertin, vice-campeão mundial da categoria 125 cm³ em 1980 e vencedor das 24 Horas de Bol d’Or (1983) e Le Mans (1985); e o escocês Ian Simpson (três vezes vencedor do Tourist Trophy na Ilha de Man). Os campeões do ICGP em 2015 foram George Hogton-Rusling (Yamaha TZ, categoria 350 cm³), Colin Sleigh (Yamaha TZ, categoria 250 cm³) e Guy Bertin (Kawasaki KR, categoria Master).

OK, as 500 devem ser muito caras de se adicionar, mas acho que se adicionasse as 125, ficaria ainda mais massa.

domingo, 10 de junho de 2018

Dois-Tempos ainda rugem...

Para quem acha que os motores dois-tempos estão restritos a mobiletes, bicicletas motorizadas e karts, tenho uma velha novidade. Flávio Gomes já está ciente disso desde o ano passado.

Nos EUA, há uma equipe de protótipos dos grupos C e D da SCCA, que possui três carros, todos equipados com motores especiais de dois-tempos, seis cilindros boxer, da marca canadense Kohler.
 A equipe Wynnfurst não faz feio, e o protótipo mais novo, o P1, que é da década de 2000 (Os outros dois da equipe são Lolas da dácada de 70), desenvolve 280 cv a 10500 rpm em um motor de um litro e meio. Praticamente, um motor de moto. E olha, não fazem feio.

O motor é bem simplão, praticamente um protótipo que estava sendo desenvolvido para drones do Exército Americano. Jeff Miller, em visita à fábrica, notou o potencial de tais motores, e perguntou se poderia usá-los em carros de corrida. Desafio aceito, foi a vez de chamar Carl Haas para adaptar os carrinhos ao novo motor.

Mas, como explicar, se imagens explicam melhor que palavras? Seguem fotos!

 O motor boxer, seis cilindros e dois tempos. Parece até um Lego!

 1500cc, 280cv, 10500rpm.

 As duas Lolas dos anos 70.

O P1, o modelo mais recente.

E eles também têm um canal no Youtube: 

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Matando a charada do GT1 Centro-americano


Desde que eu tinha visto os carros da categoria GT1 do Centro-americano de Automobilismo, eu tava encucado. Geralmente, pessoal da América Central não tem tecnologia para conceber carros desse tipo e com essa potência! Como eles poderiam ter carros assim?

Daí, enquanto eu estava dando uma bizolhada na SCCA, dou de cara com uma categoria chamada GT1, com o mesmo feitio e a mesma faixa de potência.
E a descrição sobre a categoria GT1 da SCCA é a seguinte:

"Several of the current front running cars in GT-1 are last year's Trans-Am cars, and many of these GT-1 drivers compete in select Trans-Am events throughout the season. "

Tá aí! Eles importam os carros dos EUA, de uma série chamada Trans-Am ou de sua equivalente amadora da SCCA, que também se chama GT1! É como se os paraguaios comprassem carros das temporadas passadas da Stock Car do Brasil e lançassem tal categoria por lá!

Acima, um Corvette da categoria GT1 da SCCA, abaixo, outro Corvette, da categoria GT1 do Centro-Americano de Automobilismo. Praticamente o mesmo carro, fora detalhes aerodinâmicos.

É bem cômodo para eles, os carros já estão prontos, não são muito caros (Pode-se comprar os itens separadamente e ir montando) e como os EUA são "logo ali", a reposição de peças não é um bicho de sete cabeças.

Mas eles não usam apenas os Trans-Am, a categoria GT1 centro-americana também lança mão de Porsches, e entre 2008 e 2010, um carro ganhou destaque por usar um motor 2.0 turbo contra os V8 (E dar canseira neles!), mas o que me chamou a atenção foi outra coisa:



Este "Nissan Tiida" não te lembra... Certos carros que correm pras bandas de cá?


quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Boa Notícia: Curitiba não vai mais fechar!

Como sempre, mais uma notícia que estou dando atrasado. Acho que vou inaugurar uma nova seção no meu Blog, "Barrichello News"! xD

Depois de uma óbvia repercussão negativa por parte da opinião pública, o Autódromo Internacional de Curitiba (Localizado na cidade vizinha de São José dos Pinhais-PR) não vai mais ser fechado, para alívio do pessoal que sobrevive do esporte a motor naquela região.

Os defensores do condomínio até disseram que o traçado seria preservado, para fins históricos e corridas particulares, mas a história não colou.

Esporte a Motor 1, Especulação Imobiliária 0!

Abaixo, a notícia na íntegra (Fonte: Gazeta do Povo)

Direção muda de ideia e desiste de fechar Autódromo Internacional de Curitiba

 Após uma reviravolta, o Autódromo Internacional de Curitiba (AIC), em Pinhais, não será mais fechado no final de 2016. Pelo contrário, o local continuará recebendo corridas por tempo indeterminado. Para alívio dos fãs de automobilismo. 

O circuito inaugurado em 1967 estava com os dias contados: a direção do AIC havia confirmado oficialmente no início do ano que a área seria transformada em um empreendimento imobiliário misto, com condomínio residencial e escritórios. A pista, por sua vez, seria mantida apenas como ‘recordação histórica’, para utilização em eventos privados.
Para a felicidade dos amantes das corridas, este cenário mudou radicalmente. “Em função das boas perspectivas de futuro, vamos manter o autódromo por tempo indeterminado”, confirma Jauneval de Oms, o Peteco, presidente da AIC. Peteco revela apenas que a transformação do lugar em um empreendimento imobiliário se ‘tornou inviável’.
“É uma notícia importante para o estado do Paraná e para o automobilismo brasileiro. São poucos os autódromos que existem hoje no país e muitos estão prestes a fechar. Hoje já existem uma comunidade independente de equipes, pilotos e negócios satélites no Paraná”, prossegue.
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Ainda em novembro de 2015, surgiu a informação de que o AIC estava prestes a fechar. Em janeiro de 2016, a direção do autódromo oficializou o fechamento. Inicialmente, a data para o fim das atividades automobilísticas do local foi marcada para junho de 2016. Em seguida, a direção do autódromo confirmou o adiamento do prazo para dezembro.
Em março deste ano, o AIC recebeu uma das etapas da temporada 2016 de Stock Car, na que seria a corrida de despedida da categoria na tradicional pista.

Reações negativas

O possível fechamento do autódromo gerou reações negativas no mundo automobilístico. Frequentador assíduo do AIC desde a década de 1970, o jornalista Reginaldo Leme, da Rede Globo, revelou tristeza com o episódio. “É o lugar que me sinto mais em casa. Veja bem, mais até do que em Interlagos, onde vou há mais tempo”, lamentou, em fevereiro deste ano.
Já o piloto curitibano Raul Boesel, que dá nome ao circuito, disse estar chocado. “A gente não quer acreditar. É uma grande surpresa em ao mesmo tempo um grande desapontamento”, desabafou.
O até então iminente fechamento também havia sido criticado por pilotos paranaenses. “Para construir estádios para times medíocres, em lugares que não existe sequer público, gastam bilhões. Para conservar um autódromo em um local onde gera atenção e receita, aí não tem dinheiro”, disparou Gabriel Casagrande, que nasceu em Francisco Beltrão.
“É triste porque estão acabando os autódromos. Os governos não têm projetos para futuras pistas. Estamos perdendo uma por ano, o que não incentiva o esporte, não forma pilotos e vamos acabar ficando escassos de talentos”, reforçou o toledense Ricardo Sperafico.