sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Antes de Interlagos, em São Paulo, havia o Carlos de Campos, em Rio Preto

 

Esta é a única imagem do autódromo Carlos de Campos.

Fiquei sabendo disso há meia hora atrás. São José do Rio Preto chegou a ter um autódromo, na década de 20. A seguir, trecho de uma matéria do Diário de Notícias, jornal local, sobre o primeiro carro, os "rallies" e as corridas que ocorriam lá:

"No dia 29 de março de 1920, foi realizada uma reunião na barbearia e perfumaria do capitão Francisco Perroni para discutir a realização de um raid (corrida) de São Paulo a Rio Preto, idealizada pelo Automóvel Clube de São Paulo, em homenagem ao presidente (governador) do Estado, Washington Luís. Mas a corrida não foi realizada por causa da péssima condição das estradas na época. Em 13 de maio, houve uma nova reunião, onde decidiram então fundar o Rio Preto Automóvel Clube.

Em 1926, Romoaldo Negrelli constrói o primeiro autódromo da cidade, batizado com o nome do governador Carlos de Campos. Para correr no seu autódromo, que era um dos primeiros do Brasil, Negrelli trazia convidados da alta sociedade paulistana, como o Conde Matarazzo, o industrial Carlos Jafet e Antônio Luiz Von Hoonholtz, o Barão de Tefé. O jornal "O Município", de 11 de fevereiro de 1927, anunciava a inauguração do autódromo com as presenças ilustres. As mulheres também corriam, como a disputa que deu o que falar entre Mariinha Jorge e Rosalinda Negrelli.

Até o grande campeão europeu, Dr. Masbasfer, com seu possante "Dodge", deu um show em nossa cidade, também em 1927. Ele veio para quebrar o recorde das 250 e 500 milhas. O autódromo precisou ser iluminado para a prova. Com a morte de Negrelli, em 1928, o autódromo foi desativado. Em junho de 1961, o Rio Preto Automóvel Clube promoveu seu I Rallye para angariar fundos para o término da nova sede social, na confluência das avenidas Alberto Andaló e Saudade. Com patrocínio da Refrigerantes Rio Preto e colaboração da Rio Preto Motor, a prova ia de Rio Preto até Termas de Ibirá. O grande vencedor foi Alcidnei Menezes Ramos.

O clube ainda promoveu consecutivamente mais 6 rallies até 1967, sendo que o III foi o mais glamouroso, a ponto de ser matéria de capa inteira de A Notícia, em 12 de fevereiro de 1963. A Cometa Filmes também estava lá. Desta vez, a prova alcançou a cidade Monte Aprazível. Um furor na alta sociedade rio-pretense."


Uma pena que o autódromo só durou dois anos, e não haja nenhuma foto ou desenho do traçado.

Fórmula Inter, agora na LDA


 

(Pirateado do Blog da Formula Inter)

Inovando desde o seu surgimento, a Fórmula Inter mantém a premissa e anuncia mais uma inusitada e positiva novidade a partir da temporada 2021, a parceria com a Liga Desportiva de Automobilismo (LDA)

O acordo definitivo entre o idealizador e presidente da F.Inter, Marcos Galassi, e o fundador e presidente da LDA, Ernesto A. Costa e Silva, firmou-se na última terça-feira (06).

A parceria abre um leque de possibilidades a ser ainda mais explorado que não só as provas de automobilismo, mas também a realização de outras ações através das possibilidades oferecidas pela LDA e com a plataforma da F.Inter, visando à fomentação do acesso ao esporte.

“Minha satisfação em poder anunciar mais essa ótima parceira da Fórmula Inter já para 2021 e com uma entidade de tamanha competência e seriedade como a LDA não poderia ser outra senão enorme”, afirmou Marcos Galassi. “Saber que teremos à disposição uma equipe de profissionais tão apaixonados quanto nós pelo esporte que praticamos e ainda por cima com experiência comprovada para zelar pelos nossos pilotos durante os eventos que realizaremos, realmente traz um alento a mais e também uma boa dose de tranquilidade ao pensar que estamos em boas mãos”, comemorou Galassi.

 O presidente da LDA também vê como promissora a união com a Fórmula Inter.


“Eu vejo essa nova parceria com bastante alegria. Até porque trata-se, entre outras coisas, de uma oportunidade também para quem vem dos karts, ou seja, é um degrau superimportante para quem vem da base e quer se firmar na carreira de piloto ainda no Brasil. Nesse caso, através de uma categoria que oferece uma ótima plataforma e um carro muito bem construído, seguro, com asas enormes e pneus slick, anda muito e é pensado exclusivamente para competições, mas é oferecido por um valor de investimento decente para os pilotos”, afirmou Ernesto Silva.

“Além de tudo, os carros têm um visual fantástico, são grandes, vistosos, muito bonitos, enchem os olhos de pilotos e também do público, o que colabora muito na percepção de valor do evento, ainda mais com um grid potencial de 12 carros. Bem, realmente penso que a chegada da Fórmula Inter à LDA só tem a somar, pois trabalhando juntos temos muito a contribuir em prol do automobilismo. Com isso, muitos se beneficiarão, principalmente pilotos e público, então, seja muito bem vinda à LDA, Fórmula Inter!”, acrescentou o presidente da Liga Desportiva de Automobilismo.

A equipe da LDA é treinada e capitaneada pelo presidente Ernesto Silva, que em seu extenso currículo já emprestou seu conhecimento a diversos eventos do esporte a motor, principalmente - mas não somente - no autódromo de Interlagos (SP), incluindo entre esses eventos inúmeras provas de Fórmula 1, WEC, Fórmula Indy (essa realizada em circuito de rua na Capital Paulista), Stock Car, Fórmula Truck, entre outras provas internacionais e também nacionais de grande porte, inclusive até em provas de motovelocidade, como às do MOTO 1000 GP, nessa última coordenando a equipe de resgate (essencial em provas do gênero).

Sempre com o objetivo de elevar a segurança e proporcionar melhor participação para todos os envolvidos, desde pilotos a mecânicos, passando pelos chefes de equipes, engenheiros, profissionais de imprensa e todos que de alguma forma se envolvam na realização de tais eventos.

O acordo entre a Fórmula Inter e a Liga Desportiva de Automobilismo faz jus também à nova filosofia da categoria de proporcionar valores mais acessíveis aos pilotos. Pela LDA, os valores de inscrição de prova tornaram-se muito mais acessíveis e compatíveis com uma realidade atual.

O valor da tão sonhada “carteira de piloto” também recebeu as benesses oferecidas pela parceria, afinal o valor a ser investido na renovação ou na primeira certificação do piloto, através da LDA, são mais acessíveis e duradouros, podendo chegar a cinco anos de vigência. E isso com um valor de investimento que poderia ser considerado até como “simbólico”.

Os rounds da F.Inter no autódromo de Interlagos em São Paulo, a partir de 2021, serão chancelados e supervisionadas pela Liga Desportiva de Automobilismo, tendo validade e reconhecimento em caráter nacional.

A oficialização da abertura do calendário de competições desse ano ainda depende da confirmação e liberação dos órgãos de saúde e sanitarismo vinculados ao poder executivo do Estado e da Cidade de São Paulo, devido ao momento incomum e preocupante que vivemos em razão da pandemia causada pela COVID-19, que assolou de maneira devastadora todo o território brasileiro. Diante desse cenário, informações sobre a temporada deste ano serão publicadas oportunamente no site e nas redes sociais da categoria, assim como da LDA.

Outras novidades da F.Inter estão a caminho e serão anunciadas em breve. Portanto, fiquem ligados com a gente!

Permaneçam seguros, cuidem-se e cuidem dos seus.

Assessor de Imprensa: Ronaldo Arrighi – ronaldo@formulainter.com.br

O mais novo autódromo do Brasil - Circuito Panamericano

Na onda de grandes empresas que possuem circuitos privados, a Pirelli seguiu o passo da Mitsubishi e abriu, na pequena cidade de Elias Fausto-SP, o complexo conhecido como Circuito Panamericano.

É um complexo pra testes de pneus, com vários tipos diferentes de pista, São sete pistas, cada uma com uma função, entre elas a pista de corrida no seco (O circuito em si), a pista molhada, que reaproveita a água jogada na pista, uma pista de teste de ruído interno, uma de ruído externo, a pista off-road, o anel molhado (pra testar capacidade de curva em ambiente molhado) e a pista de testes especiais. A diferença dessa pra outras pistas de testes é que esta possui uma "área social", ou seja, não é uma pista de uso restrito à fábrica, como as pistas anteriores de fábricas de pneus (Pirelli, inclusive) e de montadoras de veículos, mas sim, espaços que podem ser alugados para "eventos sociais" (Com muitas aspas aqui) que envolvam esporte a motor.

Tudo isso só pra testar pneus.

Já teve gente estudando a pista e, pelo visto, o Circuito Panamericano é mais uma daquelas pistas que serão usadas para testes de veículos por canais de mídia e track days de filhinhos de papai, mas nada descarta a possibilidade de uma corrida da CBA ou da FASP (Ou mesmo da LDA) nesses domínios.

Por ser mais um autódromo "privado" (Somando-se a Velo-Città [Apesar de que esse recebe corridas], Haras Tuiuti, Capuava, e DIMEP), o Circuito Panamericano não será contado como um "novo" autódromo para o estado de São Paulo que, "oficialmente" possui 3 autódromos que recebem corridas federadas: Interlagos, ECPA (Piracicaba) e Velo-Città (Mogi-Guaçu). 


terça-feira, 17 de agosto de 2021

Gold Classic - De preliminar da Cascavel de Ouro a categoria própria

Uma prova de clássicos preliminar pra Cascavel de Ouro, a Gold Classic evoluiu e ganhou vida própria.

Com carros tão icônicos como Willys Interlagos, Puma, Opala, Omega, Gol, Fusca, Passat e até mesmo protótipos antigos, a Gold Classic surgiu primeiramente pra "aquecer a pista" pra prova principal, que era a Cascavel de Ouro, corrida comemorativa que acontece no Autódromo Zilmar Beux, em Cascavel-PR.

Os anos foram passando, e a prova coadjuvante chamou mais e mais atenção, principalmente com carros tão diferentes como Porsche 914, Corona Dardo, Bianco S e Farus começando a participar, e mais provas da Gold Classic precisaram ser feitas fora de Cascavel, primeiramente em Interlagos, São Paulo. A categoria é tão procurada que chega a alinhar, nas suas 4 Divisões (Herança do automobilismo dos anos 70...), mais de 60 carros!

Atualmente, as categorias são 8: Divisão 1 (Dividida em Speed [Fusca] e Turismo [Não-Fusca]), Divisão 2 (Dividida em Turismo [Carros de 4 lugares] e GT/Protótipos [Carros de 2 lugares e protótipos]), Divisão 3 (Mesmas subdivisões da Divisão 2) e Divisão 4 (Dividida em Standard [Pneus Radiais] e Premium [Pneus Slick]). As corridas ocorrem em Interlagos, Curitiba e Cascavel (Obviamente), e todas as categorias correm ao mesmo tempo, o que garante um grid bem cheio, com direito a muitas ultrapassagens sobre retardatários. E se acha que isso ainda é pouco, a prova tem duas corridas, uma com o grid formado pelos melhores tempos, e outra com o grid formado pelos resultados da primeira corrida. Ou seja, o carrão que quebrou no meio da corrida 1, larega nos últimos lugares na corrida 2, o que pode gerar muita emoção nas ultrapassagens logo no começo da prova.

Protótipos da antiga Divisão 4, como o Avallone-Chrysler, costumam dar as caras na Gold Classic

Mas isso não significa que a Gold Classic vai deixar de ser preliminar da Cascavel de Ouro. Na verdade, a organização assinou um acordo com a VICAR para uma das provas ser preliminar da Stock Car, também. E como preliminar da Mil Milhas, teve sua primeira prova de longa duração, de 200 milhas.
Pra quem gosta de ver clássicos acelerando sem dó nem piedade, é um prato cheio!


 


sexta-feira, 1 de maio de 2020

Mania vinda do Sudeste Asiático, a BMX Cub vai pegar no Brasil?



O brasileiro pegou gosto pelas bicicletas motorizadas com kits vindos da China. Tanto é que uma galerinha da cidade de Maringá, no Paraná, aproveitando a oferta de motores de roçadeiras, resolveu fazer uma versão própria, com o motor na traseira empurrando a bicicleta por fricção no pneu.

Só que brasileiro quer ir além, e já usa motores de 80cc nas bicicletas, e a Motor Moskito e a Bicimoto já comercializam kits com um motor maior ainda, de 100cc. E lógico, não faltam as mobiletes com motor de cub 100 ou 110cc, ou mesmo 125cc da Honda Biz.

No sudeste asiático, a pegada é mais hardcore, com a transformação de bicicletas de bicicross (BMX) para receber motores de Cub que vão de 50cc até 125cc.


Geralmente, três países por lá são campeões nessa mania: Malásia, Indonésia e Filipinas. E tem gente que exagera, como esta "bicimoto" da indonésia que virou uma moto por completo com um motorzão de mais de 200cc.


A proporção de peças de moto pode variar. Vai desde apenas o motor, passando por garfo, balança, rodas e pneus, suspensão... Só o tanque de combustível que fica embutido no quadro. Dependendo do quadro, pode ficar legal.


E como brasileiro gosta de coisa meio louca, já tem brazuca fazendo BMX Cub. A moto abaixo é uma de três já feitas pelo Ricardo Furlan.


E na gringa, já tem gente vendendo quadro BMX específico para essa transformação, já com as soldas e os pontos de fixação do motor. Os preços variam, com os ingleses mantendo o título de campeões de maior FACADA no preço, vendendo quadros prontos (SEM SUSPENSÃO!) a um precinho camarada de QUASE MIL LIBRAS! Tem que ser muito LOUCO e muito PREGUIÇOSO para comprar um quadro inglês.

Mas e aí, será que isso vai ser um capricho passageiro, ou a moda da BMX Cub virá pra ficar?

domingo, 29 de março de 2020

Mais um Bianco enfurecido


Estava à venda na Vlox Motors de Santo André, por R$ 75.000,00. Já levaram.
Freios à disco nas quatro rodas, superdimensionados, para parar uma usina de força V6 do Hyundai Azera colocada entre eixos.
Infelizmente, não tenho mais detalhes (Nem mais fotos) deste veículo. Quem tiver mais detalhes, pode comentar aqui no blog.

segunda-feira, 16 de março de 2020

Nova mudança na Stock: Pela primeira vez, com Toyota e mais de um motor!

O Toyota da Stock Car

Depois de mais alguns anos com apenas a Chevrolet fornecendo a forma do carro - E o motor - a Stock Car está fazendo uma mudança nova.

Sai aquele perfil TransAm/DTM de carro largão querendo parecer GT e entra um perfil bem parecido com o usado na Copa Petrobras de Marcas: Laterais e teto serão monobloco original, enquanto que o capô e a traseira serão de fibra de vidro. e o chassi tubular no meio. A Giaffone Racing fazia os carros da Copa Petrobras de Marcas, então preparem-se para um tiquinho de nostalgia.

Mas a mudança não se resume a isso. O motor permanece o mesmo, MAS SÓ NO CRUZE. O Corolla usará um motor V8 da Toyota (Provavelmente, também usado na NASCAR), e o potenciamento será o mesmo para os dois tipos de motor. É a primeira vez que a Stock Car usará mais de um motor. E, como a Vicar está querendo atrair outras marcas, podemos esperar mais motores a partir de 2021, pois cada marca terá que vir com seu motor.

Especulando, das montadoras que têm fábricas no Brasil, a Fiat pode vir com um Cronos com motor Chrysler, já que a Fiat comprou a marca norte-americana. Outra aposta boa seria a Ford, que há tempos não participa oficialmente de competições. O Fusion é muito grande, talvez um Focus Sedan serviria. A Volkswagen, apesar de ter seu V8 (Ou poder usar o da Audi), teve o trauma do Rafael Sperafico morrendo a bordo de um Stock com a bolha do Bora, mas seria legal um Virtus no páreo com motor da RS4 ou da Touareg. É mais fácil usar a marca Audi na competição (E o A3 sedan). A Hyundai poderia vir com o Sonata usando o motor 5.0 do Equus. Peugeot, Renault e Citroën podem pegar "emprestado" um motor Nissan (Já que a Renault é quase dona da Nissan), que é usado na pick-up Titan. E lógico, a Nissan também poderia vir na vibe. A Honda pode usar o motor que usa (ou usava) na Indy, feito em parceria com a Ilmor. A Mitsubishi tem seu V8 usado na Outlander (Imagine um Lancer com o veoitão de 4 litros e meio...) Mercedes e BMW também têm seus exemplares. E talvez possa aparecer um Jaguar, já que a Jaguar/Land Rover também monta veículos aqui, mesmo sendo apenas o Discovery.  A única marca que realmente ficaria de fora seria a Chery.