segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Bosozoku: Os "carros de baiano" japoneses

O artigo em inglês da Wikipedia descreve o termo Bosozoku:
Bōsōzoku (暴走族, literalmente "Tribo saindo do controle (como de um veículo)") é uma subcultura japonesa associada com clubes e gangues de motos.


Então, carros estilo Bosozoku devem melhor ser descritos como os carros dirigidos pelas gangues japonesas. Isto é parcialmente verdadeiro, claro, mas muitas pessoas atualmente gostam do estilo Bosozoku também, mesmo que não sejam membros de uma gangue...
A parte "Zoku" na palavra indiga algo relativo a gangue (ou tribo). Muitas pessoas usam "Boso" como uma palavra para indicar esse estilo para não se referir como carros de gangue, mas o uso da palavra "Boso" não faria sentido: "Carros saindo do controle"?
Muitas pessoas também usam a designação Zokusha que é largamente usada no Japão. "Sha" significa "Carro", então traduz literalmente como "Carro de gangue" ou "Carro de tribo". Então, em outras palavras, "Zokusha" é a palavra que melhor descreve os carros no estilo Bosozoku.
O estilo Bosozoku é frequentemente referido por muitos nomes diferentes:
  • Shakotan
  • Yanky style
  • VIP style
  • Kyusha style
  • Grachan

Shakotan
Example of the Shakotan style
Exemplo do estilo Shakotan

Shakotan literalmente significa "carro baixo", e é usado principalmente para indicar carros de passeio extremamente rebaixados com aerofólios e grandes ponteiras de escapamento. O mangá e anime Shakotan Boogie mostra dois irmãos dirigindo carros extremamente rebaixados. Um deles sendo um Toyota Soarer Z10, daí a popularidade desse carro em particular entre os fãs de Shakotan. 
Este estilo é uma variante moderada do estilo Bosozoku.

Yanky 
Example of the Yanky style
Exemplo do estilo Yanky

Durante os anos 70 e 80 na área de Osaka, a moda das ruas era vestir camisas e calças havaianas coloridas, e isso fez com que quem usasse tais peças fossem chamados de "Yankees". Muitos "bad boys" usavam a "moda havaiana" e daí o Bosozoku se tornou equivalente ao estilo Yankee. A escrita no alfabeto latino dessa palavra em japonês é com dois "i", daí virou "Yankii".
E também um dos carros do mangá e anime "Shakotan Boogie" era um Nissan 240 S30Z azul (Depois pintado de amarelo) com paralamas alargados e a palavra "Yanky Mate!" en enormes letras brancas no capô. Pessoas que copiavam esse estilo chamaram-no "Estilo Yanky". Basicamente é o mesmo estilo do Shakotan com a exceção dos paralamas alargados, mas a maioria das pessoas chamam os carros de estilo moderado "Estilo Yanky" (Note o "Y" adotado por causa do carro do mangá)

VIP 
O estilo VIP é mais ou menos um cruzamento entre Shakotan e carro de mafioso: Veículos de luxo extremamente rebaixados (Muita ostentação!) são recheados com o máximo de perfumarias possíveis e calçados com rodas de aros enormes. Algumas vezes, são muito próximos do estilo Bosozoku, uma versão "playboy" do Bosozoku, já que o estilo VIP tende a usar carros mais novos, enquanto o estilo Bosozoku usa carros mais antigos, da década de 70 ao começo da de 90.

Kyusha
Example of the kyusha style
Exemplo do estilo Kyusha

Kyusha literalmente significa "Carro clássico", o que em muitos casos significa que é um carro antigo modificado com alguns alargadores de paralamas (Pequenos), rebaixados e com belas rodas neles. Então, não deve ser o mesmo que o estilo Bosozoku.

Grachan
Example of the grachan style
Exemplo do estilo Grachan

Grachan ou Gurachan vem dos Grand Championships no autódromo de Fuji. Os Bosozoku costumavam fazer grandes encontros nos estacionamentos desses eventos, daí o nome. Estes carros imitam o mesmo estilo de carroceria dos carros que corriam nos circuitos (Em especial o Grupo 5, ou "Super Silhouettes"), com grandes paralamas e spoilers, iguais aos usados pelos carros de competição da época. Então, este estilo deve ser parte do estilo Bosozoku.

Bosozoku 
Example of the Bosozoku styling
Exemplo do estilo Bosozoku

Então, nós concluímos com o estilo Bosozoku: Na minha opinião, o estilo Bosozoku se distingue de todos os estilos acima mencionados: É um estilo selvagem que mistura todos os estilos acima mencionados! Rebaixa o carro como o Shakotan, usa enormes paralamas como o Yanky e imita a carroceria selvagem dos Grachan, e de lambuja, como a cereja do bolo, adiciona o estilo insano de escapamento das motos Bosozoku!
(Sim, esse troço amarelo saindo do capô é o ESCAPAMENTO!)

Nota do Ondashiz: Eu vi um vídeo de uma reunião desses carros e a definição mais perfeita pra definir os carros Bosozoku é: CARRO DE BAIANO! Especialmente quando você confere o interior dos carros, todo cheio de traquitanas, bordados, franjas, veludo, um deles tinha até um MINI-LUSTRE!

Não acredita? Então veja os carros neste vídeo, no qual um grupo de Bosozoku  entra de penetra num encontro de playboys e seus carros caros!

Barrichello volta a correr em monopostos (E a Austrália volta a ter uma categoria top de monopostos)


Rubens Barrichello vai no mês que vêm à Austrália para voltar a correr em monolugares, sete anos depois da última vez. O piloto de 47 anos foi convidado pela organização da S5000, a nova competição de monolugares australiana, para participar numa corrida no circuito de Sandown, que acontecerá a 22 de setembro. 

"Estive na Austrália muitas vezes durante minha carreira na Fórmula 1 e estou animado em voltar para a primeira corrida da história da S5000, em Melbourne. O conceito da S5000 é muito interessante, o carro parece um desafio real e estou ansioso de fazer minha parte nesse lançamento", começou por dizer Barrichello.

"É ótimo ver o ressurgimento de competições séries de monopostos na Austrália. Falaram que ver e ouvir o motor V8 de 5L na traseira do S5000 é incrível. Nunca estive no circuito de Sandown antes, então haverá muito a absorver, mas parece uma ótima praça para a estreia da S5000. Será uma grande experiência", concluiu.

Chris Lambden, o responsável pela competição, elogiou a decisão do veterano piloto.

"Estamos animados [por saber] que um piloto do calibre de Rubens venha a Melbourne para competir na primeira corrida da história da categoria. Quando nós criamos um campeonato de alto nível para a Austrália, moldada para a tradição australiana dos V8, esperamos que incentive novamente o foco numa forma de corridas que saiu do holofote nos últimos anos. O fato de ter Rubens Barrichello na grelha de partida é fabuloso", comentou.

"Rubens está trabalhando bastante desde que saiu da Formula 1 e da Indy - a Stock Car Brasileira é uma categoria de turismo não muito diferente da Supercar Australiana -, mas utiliza motores V8, numa grelha de 32 carros e vários pilotos brasileiros famosos no volante. Rubens venceu a última corrida, inclusive, semana passada, em Campo Grande. É um piloto de verdade. Estará em casa na S5000 e será um alvo de qualidade para jovens australianos esperançosos e pilotos mais experientes", concluiu.

A S5000 é uma categoria de monolugares que tem como base um motor V8 de cinco litros, semelhante ao que acontecia no inicio dos anos 70 com a Formula 5000, que acontecia nos Estados Unidos e Grã-Bretanha. Os chassis são feitos pela Ligier e o motor terá cerca de 560 cavalos. 

domingo, 18 de agosto de 2019

Misteriosa pista entre o Autódromo Geraldo Backer e o Autódromo de Jacaraípe

Esta misteriosa pista, sem casas assinaladas, foi descoberta por acaso, depois que fui ver qual era a distância entre o Autódromo de Jacaraípe (Um pequeno autódromo de terra) e o Autódromo Geraldo Backer, o famoso "Mestre Álvaro", na cidade de Serra, ES.

A única referência é uma firma chamada Tecnodon, que fica numa das margens da entrada dessa pista que forma um autódromo que é maior que as duas pistas supracitadas - JUNTAS.

Dado uns boatos que eu ouvi de terem fechado o Autódromo Geraldo Backer, algo me diz que esse lugar será visado pelos viúvos da Fórmula BKR. o layout é perfeito!

sábado, 17 de agosto de 2019

Um Fórmula 1 que você pode comprar! (Claro, se pagar o preço que pedem...)


Da Nova Zelândia, vem a surpresa.
Estava eu folheando uma versão em PDF de uma famosa revista de kit cars (Conto sobre isso depois...), vejo uma reportagem sobre um passeio de kit cars na Nova Zelândia, e a visita à Rodin Cars, que abriu sua pista de testes para os visitantes. Na foto, algo que lembrava um F1.
Claro, fui seco no site, e me deparei com esta surpresa: O FZed.

Impõe respeito!

O veículo é praticamente um Fórmula 1 (Mais propriamente, uma réplica do Lotus T125, cujo projeto foi vendido pela Lotus) com tudo a que se tem direito: Motorzão Cosworth 3.8 de 675 cv, câmbio automático, e lógico, muita fibra de carbono.
O original.

O veículo é interessante porque, ao contrário dos Fórmula 1 descomissionados, no qual se paga somas absurdas de dinheiro por peças que talvez nem existam mais, o FZed é um veículo de produção. ou seja, menos medo, mais vontade de acelerar. Se bater, tem peça pra consertar.
Não que o brinquedo seja barato: São 615 MIL FUCKING DÓLARES. Mas, vamos e venhamos, sai mais barato que muito Fórmula 1 à venda nos classificados de carros de corrida mundo afora.
Sem falar que o bicho é ajeitado!

Fique com um vídeo do piloto Greg Murphy testendo o FZed.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Finalmente, uma categoria turismo RAIZ de abrangência NACIONAL.


O nome pode parecer estranho: "Turismo Nacional BR". Oras, por que "BR"? É porque tem uma categoria com esse mesmo nome na Argentina, e creio que veio de lá a inspiração para a categoria de turismo que simplesmente retorna às raízes e está enchendo a pista de carros.

Até o momento, são cinco categorias, separadas em duas classes: Classe 1, para carros feitos a partir de 2017, e dividida em três subclasses: B, A e Special. E a Classe 2, para carros feitos de 1997 até 2016, e dividida em duas subclasses: B e A. As duas classes correm em separado, mas com as suas subclasses correndo ao mesmo tempo, o que garante, por exemplo, um grid de quase 50 carros na Classe 1.

Em ambas as classes, o motor é aspirado, até 1600cc. Mas desta vez, o motor deve ser da mesma fabricante do veículo. E modelos não faltam.



Na Classe 1, temos:
  • VW: Gol, UP
  • Chevrolet: Celta, Onix, Corsa
  • Fiat: Palio, Mobi, Uno
  • Ford: Fiesta, Ka
  • Toyota: Etios
  • Nissan: March
  • Citroën: C3
  • Renault: Clio, Kwid
  • Peugeot: 207, 208
  • Hyundai: HB20


E na Classe 2, também tem variedade, embora um pouco menor:
  • VW: Gol
  • Chevrolet: Celta, Corsa
  • Fiat: Palio
  • Ford: Fiesta, Ka
  • Renault: Clio
  • Peugeot: 207
Já para a Classe 3, que está prometida para ainda este ano, planeja-se usar os carros da extinta Copa Petrobras de Marcas e do extinto Trofeo Linea, além de carros de duas categorias ainda atuantes, Mercedes Challenge e Lancer Cup. Aqui a pegada já é mais punk, os motores são aspirados até 2300cc (Ou turbo até 1400cc) e se cogita também usar carros da Stock Car (O chassis JL-09 está designado como permitido para a categoria). Mas, nada de Berta nem de quaisquer "supermotores" que são sorteados a cada corrida: Os motores serão os mesmos dos modelos de rua, o que promete uma verdadeira "Batalha de Marcas", como já ocorre nas outras duas classes.

É a fórmula de sucesso que garantiu a popularidade da Fórmula Truck (E depois, da Copa Truck): Marca contra marca, carro contra carro, motor contra motor. Regras simples, sem desmandos, sem firulas. Um certame nacional, diferentes estilos de pilotagem, troca constante de posições, ou seja: Um AUTOMOBILISMO RAIZ!

domingo, 11 de agosto de 2019

Novos autódromos, e mais alguns em progresso

Plan Speed Park, Campos dos Goytacazes-RJ: O mais novo autódromo do Brasil... Por enquanto.

Campos dos Goytacazes é a nova sede do automobilismo carioca. O Plan Speed Park tem a missão de substituir o extinto autódromo de Jacarepaguá. Por enquanto, só recebe corridas estaduais, mas já se cogita uma prova da Stock Car.

Enquanto isso, em Lima Duarte-MG, só falta o asfalto e o Autódromo Potenza, mais um empreendimento privado que veio quase sem alarde, estará pronto. Será o terceiro autódromo de Minas Gerais, fazendo companhia ao Mega Space, de Santa Luzia, e o Circuito dos Cristais, de Curvelo. Uma senhora evolução para um estado sem autódromo até o começo dos anos 2000.

Paraná não quer ficar atrás do Rio Grande do Sul, e a cidade de Toledo já tem pronta a reta principal e o pórtico de entrada do Autódromo Rafael Sperafico, o resto do circuito virá com o tempo (O Mega Space  e o Velopark também surgiram assim). Com o autódromo pronto, serão quatro pistas para cada estado, enquanto que Santa Catarina ainda só possui pistas de terra (E não são poucas!)

Araçariguama quer reforçar a supremacia paulista em número de autódromos. Até meados dos anos 2000, o estado que só tinha o circuito de Interlagos, viu surgir o ECPA, em Piracicaba; o Speed Park Franca, na cidade de mesmo nome (Infelizmente, fechado). e o Velo-Città, em Mogi-Guaçu. Além disso, dois autódromos privados se tornaram disponíveis para Track Days e eventos automobilísticos, o Fazenda Capuava em Indaiatuba e o circuito DIMEP em Itatinga. Por pouco Birigui não entra na lista, pois sua pista (Speed Park Birigui) é um grande kartódromo com uma reta para arrancada anexa. No máximo, pode-se fazer corrida de motos de baixa cilindrada.

("Valeu", Birigui, por acabar com o kart em Penápolis... ¬¬)

A crise parece não afetar o automobilismo brasileiro, por incrível que pareça. Chapecó também pretende construir um autódromo de asfalto, sendo assim o primeiro autódromo asfaltado de Santa Catarina. Bom, construir não é o termo exato, porque a pista já está lá faz anos, servindo ao catarinense de velocidade na terra. O planejado é cobrir a pista já existente com asfalto. Os projetos estão aí.

Mais pra frente, eu vou mostrar como o esporte a motor está lutando para voltar aos seus dias de ouro no Brasil.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Dois-Tempos ainda rugem... (3)

No Sudeste Asiático, região que corresponde aos países como Malásia, Indonésia, Filipinas, Tailândia, Vietnã, Camboja, Laos e correlatos que me falham à memória, a cultura dos dois-tempos ainda é forte. Tanto é que lá, as motos de quatro-tempos são restritas às maiores cilindradas. Enquanto aqui, pessoal mais jovem quer uma Ninja 300, lá, eles sonham com a Ninja 150RR, que acomoda 28 cv de potência, algo mais que a "nossa" Ninjinha quatro-tempos.

E não apenas motos leves esportivas, mas também as cubs e as motos fora-de-estrada são quase todas dois-tempos. As "quatro grandes" japonesas têm seus modelos dois-tempos produzidos no Sudeste Asiático, já com injeção eletrônica e catalisador, o que diminui um pouco da fumaça (E da potência).

Mas, como as motos são mais importantes para a locomoção que os carros, o esporte a motor de maior expressividade acaba sendo as competições de baixa cilindrada. Um evento chamado UMA Racing monta pistas improvisadas em estacionamentos ou parques asfaltados e o que não falta são corredores, na maioria das vezes, que nem têm idade pra dirigir uma dessas nas ruas.

Confira um vídeo: