quinta-feira, 31 de agosto de 2017

O que acontece em um "Club Track"?

Olha, com certeza, acontece muita coisa. E tem muita coisa criativa.

Vamos tomar Franca, por exemplo, que possui o autódromo Speed Park que muita gente ainda pensa que é um kartódromo grande.



Por exemplo, desde 2011 existe uma corrida bastante inusitada chamada "Pé na Tábua", que envolve carros com mais de 80 anos. Calhambeques, mesmo! E, recentemente, passou a incluir um evento chamado TT: Tira-Teima com motos históricas! O que começou como uma piada, virou atração. O Tira-Teima, desde 2014, passou a ser no kartódromo de Barra Bonita, onde costumam-se ter corridas de RD 135, mas a Corrida de Calhambeques ainda é em Franca.



As RD 135 também correm em Franca, onde têm mais espaço do que numa pista de kart. E há uma categoria regional que corre em Franca, chamada "Fórmula 1000", com carros de turismo de motores de 1000 cc.

As RDzinhas arrepiando

Os "Milocas" também sabem correr!

Também tem campeonato de som, Track Days e arrancada (201 m).



E agora também tem Drag-Bike (Arrancada com motos).



E, conforme a criatividade dos administradores de um Club Track, provas e eventos muito interessantes podem ocorrer, por exemplo, o Racha Noturno...


 Ou campeonato de drift...


Sem falar nas provas de kart. Ou seja, acontece MUITA COISA em um "Club Track".

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Matando a charada do GT1 Centro-americano


Desde que eu tinha visto os carros da categoria GT1 do Centro-americano de Automobilismo, eu tava encucado. Geralmente, pessoal da América Central não tem tecnologia para conceber carros desse tipo e com essa potência! Como eles poderiam ter carros assim?

Daí, enquanto eu estava dando uma bizolhada na SCCA, dou de cara com uma categoria chamada GT1, com o mesmo feitio e a mesma faixa de potência.
E a descrição sobre a categoria GT1 da SCCA é a seguinte:

"Several of the current front running cars in GT-1 are last year's Trans-Am cars, and many of these GT-1 drivers compete in select Trans-Am events throughout the season. "

Tá aí! Eles importam os carros dos EUA, de uma série chamada Trans-Am ou de sua equivalente amadora da SCCA, que também se chama GT1! É como se os paraguaios comprassem carros das temporadas passadas da Stock Car do Brasil e lançassem tal categoria por lá!

Acima, um Corvette da categoria GT1 da SCCA, abaixo, outro Corvette, da categoria GT1 do Centro-Americano de Automobilismo. Praticamente o mesmo carro, fora detalhes aerodinâmicos.

É bem cômodo para eles, os carros já estão prontos, não são muito caros (Pode-se comprar os itens separadamente e ir montando) e como os EUA são "logo ali", a reposição de peças não é um bicho de sete cabeças.

Mas eles não usam apenas os Trans-Am, a categoria GT1 centro-americana também lança mão de Porsches, e entre 2008 e 2010, um carro ganhou destaque por usar um motor 2.0 turbo contra os V8 (E dar canseira neles!), mas o que me chamou a atenção foi outra coisa:



Este "Nissan Tiida" não te lembra... Certos carros que correm pras bandas de cá?


sábado, 26 de agosto de 2017

Circuitos de Rua Obscuros do Brasil - Circuito da Cavalhada

Este circuito não é nem um pouco "obscuro", muito pelo contrário, foi um dos circuitos de rua mais famoso da "Era Prè-Tarumã" no Rio Grande do Sul. Assim como o famoso Circuito da Gávea, no Rio de Janeiro, ele era comprido e tinha vários tipos de solo.

A seguir, informações do blog Carros e Corridas em Fatos e Fotos, que traz também fotos e detalhes da última prova no circuito, em 1968

Localizava-se entre os bairros de Cavalhada e Vila Nova da cidade de Porto Alegre. Foi utilizado pela primeira vez em 1958, numa prova pelo campeonato gaúcho. Seus 6,492 km de extensão tinham terra seca, brita, saibro e paralelepípedo. O sucesso da prova anual foi grande até 1963. Após quatro anos de interrupção a prova no circuito da Cavalhada-Vila Nova voltou em 1968 com a disputa das 12 Horas de Porto Alegre, nos dias 21 e 22 de dezembro. A largada era na Avenida Cavalhada, esquina com a Otto Niemeyer em direção  da Rua João Salomoni. Após a largada, contornava-se um “S” em alta velocidade até a    curva do Posto Ipiranga. Daí até a Igreja da Vila Nova (já na Salomoni), percorria-se  curvas suaves em descida constante. Próximo à igreja, um outro “S” muito veloz e em seguida    forte redução de marcha para contornar a esquerda (onde fica a igreja) a quase 90º. Sai-se    de lá com “pé no fundo” já na Avenida Vicente Monteggia em subida. Curva à direita e depois, quase um quilômetro em subida pela Monteggia para entrar numa descida, onde se alcançava a maior velocidade do circuito, durante uns 600 metros. Duas curvas  longas –  uma à esquerda e outra à direita- antecediam a famosa e perigosa Curva da Padaria – a mais fechada do circuito- com praticamente 90º também (mas, bem mais estreita que a curva da igreja) onde os carros saíam a menos de 60 km/h. Daí era só alegria na  descida  da  Cavalhada até o Posto Atlantic –diante de uma curva em meia-lua- feita a 100 km/h, para tomar a reta de quase 400 metros até a linha de chegada.
Em 1963 o veterano Breno Fornari, com seu Simca n°35, estabelecera o recorde da volta em 3’31”82 a uma média de 110,337 km/h.
Já em 1968, Pace não participou da última etapa do campeonato brasileiro de 1968. Na tradicional premiação anual da época - Prêmio Victor – o campeão brasileiro Luiz Pereira Bueno ganhou como o melhor piloto do ano. Outros destaques na premiação foram Pace -melhor piloto de protótipos de 1968, Emerson Fittipaldi - o melhor da F6rmula-Vê- e Alex Dias Ribeiro -"Piloto Revelação de 1968".


Segue foto do circuito via satélite, pra dar uma dimensão do tamanho da bagaça:





quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Sim, o Brasil já teve sua "Fórmula Can-Am"...

Depois que os militares proibiram as importações de veículos, na vã tentativa de se erguer uma indústria nacional (Ahã, IBAP que o diga, né?), os automobilistas brasileiros começaram por buscar soluções caseiras para compensar a impossibilidade de se importar Porsches, GT40s e Lolas.

Nascia, assim, a Divisão 4. E muitos talentos mecânicos acabariam se revelando.

Muito prazer, Divisão 4.

Não é promessa, mas eu vou tentar abordar cada fabricante de esporte-protótipo nacional daquelas épocas, então espere muita matéria pirateada de outros blogs e sites por aí.

A Divisão 4 começou como uma verdadeira "Força Livre", valia de tudo. E, lógico, não deu muito certo. Afinal, quem tinha um "Vê Oitão" da Ford ou da Chrysler ou um "Seis-Canecos" da Chevrolet tinha óbvia vantagem sobre quem tinha um motor Volkswagen, por exemplo. Daí, a categoria foi dividida em "A" e "B", uma para motores até dois litros, e outra para motores acima de dois litros. Teve um começo fenomenal, com patrocínio da Caixa (Se não me engano), mas aí, dois anos depois, a Caixa foi patrocinar os pilotos que corriam na Fórmula 1 e era muita categoria pra pouca grana. Resultado, os Divisão 4 perderam o patrocínio oficial, e os carros começaram a minguar, até que a categoria finalmente foi extinta.

Uma dica de cinema para quem quer ver a Divisão 4 em ação, é o filme "Roberto Carlos a 300 Quilômetros por hora. A historinha é meio piegas, mas pode-se ver muitos ícones automotivos da época. O personagem de Roberto Carlos, inclusive, pilota um Avallone-Chrysler A11 na corrida que é o clímax do filme. Dá pra se ver até o Fúria.

Esporte-protótipos só iriam reaparecer em 1993, com um Avallone-Chrysler que, com certeza, chamou a atenção, apesar de não ter tido um bom resultado. Isso despertou a curiosidade a respeito dos carros-esporte. No Ceará, surgiu o Próton, que foi adotado por ninguém menos que Nelson Piquet com motor BMW 2.0 e virou o Espron.

O Próton, antes de virar Espron. Tinha motor e câmbio de Fusca.

O Espron. Motor BMW, mas o câmbio ainda era de Fusca.

Foi a coqueluche. Outros fabricantes de protótipos surgiam.  Almir Donato, que havia transformado seu fora-de-série Aldee GT em um silhouette, criou o Aldee Spyder, talvez o esporte-protótipo mais famoso (E vendido) feito no Brasil. Zeca Giaffone (Me corrijam se eu estiver errado) foi além e colocou um motor Chevrolet V8 de Stock Car em um esporte-protótipo mais "encorpado", fazendo surgir o ZF 01. E muitos outros se seguiram: AS-Vectra, Tango, Tubarão, DIMEP... Até que surgiu a MetalMoro e resolveu fazer um carro-esporte padrão internacional. Tanto é que o construtor do carro foi trabalhar no Reino Unido, onde concebeu o MCR 2000, principal concorrente do Radical em matéria de baixa cilindrada. Mas a MetalMoro tem seu carro de alta cilindrada também, o mais atual é o MR18, que praticamente domina as corridas de Endurance no sul do Brasil .

Com motor Hayabusa V8 3.0 e 480 cv, o MR18 é o bicho-papão das pistas!

E o Ceará voltou a produzir seus esporte-protótipos, colocando no mercado o Spirit, feito sobre a base do Fórmula V 1.8, e correndo até em São Paulo (Como não têm ainda número suficiente para criar uma categoria própria, vão correndo na Força Livre)

A aposta do Spirit está no baixo custo.

Houveram tentativas falhas, também, como a malfadada Brascar, mas isso é assunto pra outros posts.
Ah, sim, por que "Fórmula Can-Am"?
Por causa disto:

Muito prazer, Fórmula Can-Am (Que, como o nome deve entregar, corria no CANadá e nos Estados Unidos da AMérica).

sábado, 19 de agosto de 2017

[POSSANTE VIRTUAL] AI, minha consciência...!

Mandei um e-mail para o Tito Tilp a respeito das conversões dos Divisão 3 para RFactor.
Queria uma resposta clara e objetiva. Do por quê aquilo tudo se perdeu.

Eis a resposta:

...oi.
durante a época das tempestades de 2016, nossa casinha acabou indo abaixo, com tudo o que tinha dentro.
a enxurrada levou tudo, incluisive o meu pequeno estudio, e todo o equipamento.
apesar de ter backup de grande parte dos arquivos, muita coisa foi perdida.
todos os projetos estão parados, porque, no momento, não tenho nenhum computador disponivel, nem previsão de quando vou conseguir repor parte do meu equipamento.
para piorar, estou sem trabalho.
com a ajuda de uma galerinha , estou concentrado em construir um novo abrigo, para minha mãe e eu.
por enquanto, estamos "acampados" na garagem da casa de um irmão.

os projetos serão retomados tão logo seja possível, depois de estarmos instalados.
 
obrigado por seu interesse.
 
abç.
 
tito
 
Pensa numa consciência pesada...

Sem mais.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

[POSSANTE VIRTUAL] Três conversões e um bebê

Tive acesso a uma pequena ferramenta que permite desfazer aquelas criptografias chatas da Reiza, e converti três mods que originalmente eram para Game Stock Car Extreme/Game Fórmula Truck.

Sprint Race

Fórmula Truck Retrô

E, last but not lrast... Copa Montana!

Já o "Bebê" é um mod exclusivo de um site de AV, que com certeza seria perdido, não fosse pelo desprendimento co caríssimo João Gilberto, que participou do campeonato. É um mod de corrida de camionetes, com a Chevrolet Montana (Não a "stock", a de rua mesmo!), a Volkswagen Saveiro e a Peugeot Hoggar
O único porém é que o mod é para Race07, um primo distante do GTR2. E até agora, não achei sequer um tutorial decente para conversão....
Mas tá salvo do esquecimento, isso é o que importa!

terça-feira, 15 de agosto de 2017

[POSSANTE VIRTUAL][RFactor] Mod "Divisão 3", sabe quando? NUNCA!!!

Geralmente não sou de me revoltar tão fácil com coisas do mundo virtual, como games, e tal.

Mas pra tudo tem um limite, especialmente quando se trata de História do Automobilismo Brasileiro.

Houve uns anos atrás um tal de "Projeto Pinico Atômico", cuja bola foi levantada por vários blogueiros que gostam de automobilismo. A ideia era juntar o máximo de informação possível a respeito dos Pinicos Atômicos, como eram conhecidos os Fuscas de Divisão 3 na época. Beleza, juntaram bastante informação, e o Tito Tilp, que mexe com RFactor, resolveu soltar uns "teasers" pra animar a galera que gosta de automobilismo histórico e automobilismo virtual.


E não eram só fuquetas, não, também tinha Fiats.

Mas OK, continuemos no cerne do tópico. Comecei a seguir o blog do Tito, esperando pela bendita hora em que o mod Divisão 3 fosse liberado.... Foi assim por meses. Por pouco mais de um ano. Na verdade, o mod estava prometido fazia bem mais tempo, e nada.

Até que no vídeo com uma demonstração dos Divisão 3 (Acima), alguém pergunta, e eis a resposta do youtuber streettracks, quem postou o vídeo:

... infelizmente, era um mod "privado", e foi completamente perdido.

Um. Mod. Privado. Completamente. Perdido.
Sabe qual é a sensação que me dá? De que o pessoal pensa assim:

"Cara, me enchi disso, eu vou apagar meus meses de trabalho e dedicação porque não quero que o pessoal fora da minha panelinha jogue com a minha obra-prima nos computadores deles" - ESSA é a impressão.

Fica aqui a minha revolta, indignação, tristeza, estupefacção, frustração e outros (maus) sentimentos indescritíveis. Faltam palavras, sério.

Primeiro, porque o mod fazia parte do projeto.
Segundo, porque o projeto visava PRESERVAR a memória dos lendários corredores da Divisão 3. Logo, torná-lo privado era ilógico, e perdê-lo, MAIS ILÓGICO AINDA!
É tipo, um arqueólogo que, ao ver um vaso de cerâmica da Grécia Antiga, fizesse uma réplica dele visando dar acesso àquela cultura a todos, e resolvesse manter a réplica para si e depois jogar o vaso num triturador.

Fica aqui, também, a minha recomendação para os modders de simuladores de corrida:

NÃO SEJAM MISERÁVEIS!
Compartilhem seus trabalhos, vocês também serão beneficiados com isso!
Egoísmo é ruim. "Panelismo" é egoísmo de uma rodinha de amigos, e também é ruim.
Publiquem seus mods privados. Não sejam mesquinhos, não sejam miseráveis.

Nem todo mundo que gosta de automobilismo gosta de slot car, fica a dica