domingo, 29 de setembro de 2019

Outro autódromo que não saiu... E uma leve suspeita

Procurando por autódromos de terra, para formular algumas sugestões para o organizador da flopada SuperCup V6, dou de cara com um escritório de arquitetura, cujo portfólio de projetos incluía... Sim, um autódromo.
O Sigmaville Lembrava levemente Daytona...

Dada sua localização, entre as cidades de Paulínia e Jaguariúna, tudo me leva a crer que esse seria o famigerado Autódromo do Carlos Cunha - Que seria em Paulínia.

Tenho uma lista completa de possíveis autódromos que foram flopados (Cancelados, não saíram do papel ou tiveram as obras paradas por alguma razão), e o do Carlos Cunha está entre eles. Agora, temos o nome - Sigmaville - E o traçado, que possuía variações.

A data consta de 2004, a maioria absoluta dos autódromos prometidos e não cumpridos data do fim da década de 90 até o fim da década de 2000.

A suspeita se refere a um circuito com o nome parecido, fictício, para rFactor, que seria localizado em São Paulo. Teria sido ideia do mesmo arquiteto? Ou de alguém ligado ao Carlos Cunha? O traçado é muito diferente, mas o nome e a localização são bem parecidos... Coincidência?

terça-feira, 24 de setembro de 2019

[POSSANTE VIRTUAL] Fritando no KOMBÃO!



Kombi envenenada. Tem uma combinação mais caótica?

Apesar de ter havido corridas de Kombi em Interlagos e Cascavel, fora o mod perdido do Tito Tilp, nunca tinha visto mod de Kombi de corrida.

Foi quando apareceram dois mods para Automobilista, de um tal de "Reb Ellion", eu acho que esse é o nick dele.

Perdi tempo? QUE NADA!





(Tive que usar minha outra instalação de rFactor, porque a minha habitual perdia as texturas e as kombosas mostravam o esqueleto.)

PEGUE AS KOMBOSAS AQUI!

sábado, 21 de setembro de 2019

Lá Fora: GT 2000 Argentina

E alguém achou que a nação mais automobilística da América do Sul não teria uma categoria de esporte-protótipos? Errou feio, errou rude!

Apresento a GT 2000!

O nome tem vários sentidos: A categoria foi fundada no ano 2000 (Ainda que a primeira corrida de fato tenha sido em 2001), e o motor usado não pode exceder os 2000cc. E "GT" é como eles chamam o esporte-protótipo, ou ao menos, o veículo de rodas cobertas destinado unicamente à competição.

Há duas categorias, a GT1 e a GT2, com uma diferença mínima: A GT1 pode usar suspensão livre, enquanto que a GT2 só pode usar suspensão fabricada na Argentina.
(Vá entender os argentinos...)
E uma categoria de entrada está em processo de concepção, a GT3, que vai ser com apenas um modelo de chassi (Crespi), motor Peugeot 1600cc e caixa de câmbio do Gol AP.

A GT 2000 é  o equivalente às categorias P3 e P4 do Brasileiro de Endurance. A diferença é que as provas de GT 2000 são curtas, coisa de meia hora.Os chassis ta GT 2000 são todos feitos na Argentina, de fábricas como Crespi, ADA, Sergio, Dragón e Bugueiro.
MetalMoro MR18, é você?

Argentinos já trouxeram um esporte-protótipo para correr aqui no Brasil. O Roco esteve nas 4 Horas de Interlagos, prova válida pelo Brasileiro de Endurance. No entantro, era nada mais que um Fórmula 3 com paralamas.
Com sua posição de pilotagem central, o Roco 001 não esconde sua origem, um Ralt RT34 de Fórmula 3.

Seria interessante ver os PW1, os Spirit ou mesmo os Aldee Spyder e Espron em um tira-teima contra os protótipos argentinos.
Está dada minha sugestão.
Fiquem com um vídeo de uma prova de GT 2000.


quinta-feira, 19 de setembro de 2019

E de nada adiantou o MIMIMI da FASP...

Apesar da FASP batendo o pé, a SP Turis ignorou solenemente o MIMIMI da entidade paulista, e permitiu à LDA - Liga Desportiva de Automobilismo, entidade paralela à FASP - fazer suas provas no Autódromo de Interlagos, já em 2018.

Pra quem está por fora: A LDA foi fundada por pilotos que estavam descontentes com as taxas absurdas praticadas pelos clubes e entidades ligados à FASP. Com uma fórmula de baixo custo, contenção de gastos e visando os pilotos veteranos que queriam voltar a correr, a Liga entrou em atividade. Mas o preço baixo não atraiu apenas os veteranos, e muitos pilotos novatos - E também muitos pilotos de fora do estado - aderiram à LDA, que já foi acusada pela FASP de promover um "Evento Pirata".
E, dentre as entidades que ajudaram a fundar à LDA, está nada menos que o Centauro Motor Clube, simplesmente o clube de esporte motorizado mais tradicional do Brasil. Se você é das antigas, já sabe do que se trata. Se você não sabe, um nome pode refrescar sua memória: MIL MILHAS.

Outras entidades filiadas à LDA são a Federação Paulista de Antigomobilismo, A Associação Brasileira de Kart e o Automóvel Clube do Grande ABC

Atualmente, a LDA promove oito categorias, sendo elas: Hot Cars LDA, Copa Opala, New Speed, Fórmula LDA, Copa Clássicos de Competição, Força Livre LDA, Marcas & Pilotos LDA e Turismo LDA. Seguem as descrições, "xerocadas" do site da LDA:

HOT CARS LDA:
Imaginem um Passat 1986 chegando ao final da reta de oposta na casa dos 200 km/h, sim, é possível na Hot Cars.
Ícones da indústria automobilística nacional como Gol, Voyage, Passat, Uno, Maverick, Puma, Karmann-Ghia, Farus, Bianco, Corcel 2, Chevette, são alguns dos modelos encontrados na pista nessa categoria.
Disputando posições juntos, lado a lado a categoria possui algumas subdivisões de acordo com a potência do motor e a preparação, sendo elas Divisão 4, Divisão 5, Divisão 8 e Grupo N Fia.
Na Divisão 4 os motores têm 1600cc com alimentação feita com carburadores com no máximo 40mm de abertura de borboleta, chegando aos 185,km/h com a volta completa em 2:05. segundos.
Na Divisão 5 com preparação mais livre, os carros chegam a completar a volta em Interlagos na casa dos 2:01 segundos, com motores beirando aos 200 cavalos de potência, utilizando-se de pneu radial e alcançando os 200 km/h.
A divisão 8 é reservada aos carros com motor V8, Maverick, Dodge e Landau, lembrando os carros da antiga Turismo 5000 de tanto sucesso em Interlagos.

COPA OPALA:
Sem descrições, mas é mais ou menos como a Old Stock.

NEW SPEED:
A New Speed 1600, vem para resgatar o brilho e o charme das corridas de Fusca.
O pequeno e adorado carro, que por onde passa arrasta uma multidão de fãs, tem seu espaço garantido na grade de competições da Liga Desportiva de Automobilismo.
Mantendo a aparência quase que original, esses carros são capazes de chegar ao final da reta de Interlagos a beira dos 180km/h.
Equipado com o tradicional motor boxer contraposto refrigerado a ar, com cabeçotes levemente retrabalhados, utilizando dois carburadores Solex 32 e comando original essa "usina" que originalmente mal passa dos 60 hp passa a desenvolver cerca  de  100hp, deixando muitos carros grande para trás. Seu tempo em Interlagos está em torno de 2:08 segundos.

FÓRMULA LDA:
A Fórmula LDA é composta por carros monopostos equipados com motor Ford  Zetec 1.6 de 8 válvulas, com preparação restrita para manter a categoria a um investimento acessível e viável para os pilotos que desejam iniciar a carreira nos fórmulas, o propulsor gera cerca de 125 cavalos de potencia.
Pequenos, leves e ágeis os Fórmulas são especialmente projetados para competições, viram em torno de 1:57 segundos atingindo os 195 km/h, calçados com rodas de liga leve aro 15" e pneus Momo 195x50.
A bordo de carro semelhantes a esses no passado, Emerson Fittipaldi, Marivaldo Fernandes, Chico Lameirão, Carol Figueiredo, entre outros, deixaram sua história no automobilismo.
Além de históricos, a Fórmula 1600 é um das principais categorias de acesso para quem visa um futuro de vitórias em grandes fórmulas.

COPA CLÁSSICOS DE COMPETIÇÃO:
A Copa Clássicos de Competição é a porta de entrada para o automobilismo, de uma forma rápida e bem em conta.
São duas divisões sendo A e B:
Na divisão A os carros devem obedecer o tempo máximo da volta em 2:15 segundos, já na B o piloto deverá manter-se dentro do tempo de 2:20, abaixo desses tempos é aplicada uma penalização de tempo que será acrescida ao resultado final da prova.
Muitos dizem ser fácil correr dentro desse tempo, porém enganan-se. Dentro do carro é proibido qualquer tipo de relógio, o que deixa a competição ainda mais emocionante.
Os carros são Passat, Gol, Puma, Karmann Ghia, Fusca, Fiat 147, Oggi, Corcel, DKW, Chevette entre outros.

FORÇA LIVRE:
A Força Livre é a categoria mais democrática do campeonato da Liga Desportiva de Automobilismo. Trata-se de uma categoria tradicional cujo modelo é utilizado em qualquer lugar do planeta onde haja uma corrida com diferentes veículos.
É comum na pista a disputa por posições entre Fusca, Gol, Corsa, protótipos, Maverick, Opala, e "gaiolas" da Stock Car, Pick Up entre outros carros que têm seus pilotos correndo no seu limite.
Os motores são de preparação livre e cada preparador, com autonomia de fazer o que achar mais conveniente para obter resistência e potência de seu equipamento.

MARCAS & PILOTOS LDA:
Nenhum segredo aí, é o bom e velho regulamento do Marcas.

TURISMO LDA:
No Turismo LDA, os carros competem com pneus radias de aro 13, carburador original do modelo do carro com retrabalho interno permitido em regulamento. Motor até 1.6 (Exceção liberada para os Dodge 1800), 4 cilindros, 8 válvulas, carros com 25 anos de idade ou mais.
Geram entre 140 e 150 cavalos de potência, chegando a uma velocidade final de 180km/h com tempo em torno de 2:10 segundos.

Além disso tudo, ainda tem a iniciativa "Piloto por 1 dia", que visa atrair entusiastas para se credenciarem na Liga. E, em breve, uma escola de pilotagem oficial será aberta. 

Uma super prova de clássicos...

A Gold Classic, que se tornou uma atração à parte da tradicional prova Cascavel de Ouro, no Autódromo de... Cascavel (Dããã!), no ano passado, está começando a ganhar contornos próprios.

Como paulistas, mineiros, paranaenses e gaúchos estão muito na vibe de corridas com automóveis clássicos, uma prova de automobilismo clássico de abrangência nacional parece se tornar necessária, e a prova disso é a realização de DUAS Gold Classic, sendo a primeira em Interlagos no dia 7 de Setembro e a segunda como parte da Cascavel de Ouro, em Novembro.

A prova de Interlagos teve uma pole position surpreendente de um Willys Interlagos, pilotado por um piloto não menos clássico: Denísio Casarini, ex-piloto de motovelocidade, do alto de seus mais de 60 anos! Mas, a primeira das duas baterias não resultou muito bem para o pequeno esportivo baseado na Renault Alpine A-110. Por sua vez, a vitória coube ao Maverick de Leo Petry do Rio Grande do Sul, seguido de perto pelo Omega de Felipe Matos (Omega já é clássico?). Teve até mesmo uma participação Café-com-leite, de um Heve P6 da Equipe Hollywood, protótipo da Divisão 4, que entrou no meio da corrida, fez algumas voltas e voltou para os boxes depois da corrida, mas fez a alegria de olhos mais nostálgicos.



A coisa mudou de figura na segunda bateria, cujo grid é formado de acordo com o resultado da primeira bateria. O Willys Interlagos veio rasgando de lá do fim do grid, costurando entre os adversários, e o Puma de seu filho, Deninho Casarini, com uma bela pintura estilo Martini, seguindo na cola. E no final foi por quase, mas Roberto "Coruja" Amaral chegou em primeiro com seu Opala Stock Car, com Denísio Casarini em segundo a poucos décimos de segundo, e Deninho em terceiro. Pela soma dos resultados, Leo Petry, que chegou em quarto, acabou sendo o vencedor da Gold Classic Interlagos 2019.

A Gold Classic 2019 possui 8 categorias: Super Classic (Carros que participaram de competições no passado), Premium (Nada mais é que a Força Livre com pneus Slick), Força Livre (Vale tudo, mas com pneus radiais), Turismo Super (Motor até 2.0), Turismo Light (Motor até 1.6), Fusca Speed (Fuscas com o regulamento do Metropolitano de Londrina), Copa Fusca (Fuscas com o regulamento de Interlagos) e GT (Motor até 2.0, mas carroceria de dois lugares).

E em Novembro, teremos Gold Classic em Cascavel e Cascavel de Ouro!

sábado, 14 de setembro de 2019

Ja ouviu falar em... TRUCK-CROSS?

Motocross, todo mundo conhece; autocross, já se ouviu falar em um lugar ou outro.
(Vale ressaltar que, nos EUA, o autocross é BEM DIFERENTE da Europa)

Rallycross é algo parecido, usa-se carros de rali (ou gaiolas) e pistas com solo misto, parte asfalto, parte terra. Já expliquei sobre autocross e rallycross na Europa (mais propriamente na Espanha) nesta postagem.

Mas, na França, pessoal parece não conhecer limites. Lá pessoal faz rallycross... DE CAMINHÃO!!!

É como se a malfadada Fórmula Sul fosse correr nas pistas de terra de Santa Catarina. Tem largada que, se alguns caminhões não frearem, a curva fica pequena demais e sai caminhão voando pra todo lado!

E olha só, uma ideia que eu havia pensado anos atrás foi posta em prática lá: MINI-TRUCKS!

Só vendo mesmo. Fique com o vídeo.

Já dizia Júlio César nos quadrinhos de Astérix: ESSES GAULESES SÃO LOUCOS!

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Lola GT - O carro que deu origem ao Ford GT40

(Pirateado do blog italiano Retrovisore, com adaptações)

Foi o fracasso da negociação que deveria ter levado à compra da Ferrari pela gigante americana Ford, que deu origem a um dos mais famosos Gran-Turismo de todos os tempos.

Depois de ter renunciado a qualquer conexão com o mundo do esporte a motor (após uma espécie de pacto de abstenção estipulado tacitamente entre as casas americanas no final dos anos 50), na década seguinte, seguindo os passos da Chevrolet que lançou o Corvette, também a Ford decidiu refazer seus passos e lançar um carro esportivo.

Em 1963, foi decidido que o carro deveria ser um Gran-Turismo com um motor central capaz de exceder 300 horas e manter 200 tempos médios por 24 horas, com o objetivo óbvio de tentar vencer as 24 Horas de Le Mans, a corrida que dava ao projeto vencedor o maior prestígio de todos os tempos. O motor central, em contraste com a tradição dos carros de corrida americanos, derivou do fato de que naquele ano, em Le Mans, a Ferrari 250P venceu com esse layout. Não podendo contar com a experiência da Ferrari, que queria se manter independente, a Ford procurou o Departamento de Veículos Especiais que havia acabado de desenvolver o protótipo do Mustang I, um roadster com motor traseiro, que mais tarde se disse ter sido a inspiração para o próximo GT40.

Na verdade, os executivos da Ford preferiram recorrer àqueles que tinham experiência direta na construção de carros de corrida, e os nomes que saltaram aos olhos da companhia foram os das pequenas casas inglesas Lotus e Lola. A primeira já havia colaborado com o gigante americano para correr em Indianápolis, mas o nome Lotus-Ford não daria a visibilidade desejada para a eventual vitória em Le Mans. Por sua vez, Eric Broadley, proprietário da Lola, havia apresentado recentemente seu GT, um carro compacto com chassi monocoque acionado por um Ford V8 de 4,2 litros que parecia se encaixar perfeitamente nos objetivos da Ford.


Os contatos entre os executivos americanos e Broadley começaram assim que a opção da Ferrari foi naufragada e, assim que o Lola GT provou sua validade na corrida, isso foi tomado como base para iniciar o ambicioso projeto do que seria o Ford GT40. O Lola foi usado como um banco de ensaio para soluções técnicas e aerodinâmicas, enquanto ao mesmo tempo o projeto e o desenvolvimento do novo Ford continuavam, que equipava um V8 de 4,2 litros com a caixa de câmbio Colotti, que na época estava preparada para correr em Indianápolis. Em abril de 1964, em Nova York, foi apresentada a primeira versão do Ford GT40, onde os 40 indicavam a altura de cerca de 1 metro do habitáculo, ou 40 polegadas.



E assim nasceu uma lenda, cuja história todos nós conhecemos...