terça-feira, 27 de maio de 2014

"Keis" e "Quadriciclos": Por que não?

O Possante vai dar um "break" no Esporte a Motor e tratar de uma ideia que pode beneficiar o trânsito, e até mesmo a qualidade de vida no tocante a automóveis. Algo que já devia ter sido implantado no Brasil faz tempo:
Carros menores, limitados, mas mais baratos e desonerados.
Temos dois conceitos que poderiam ser aplicados no Brasil, um japonês e um europeu. Ambos têm suas óbvias vantagens, e também suas óbvias limitações. Mas seria o caso de se rever o Código de Trânsito.

Vamos começar pelo conceito japonês: O Kei Jidosha (Ou, mais popularmente conhecido, Kei-Car)
(Mazda/Autozam AZ-1)

No Japão, os Kei-Cars (Kei Jidosha) são isentos de alguns impostos, têm desconto em outros, pagam seguro mais barato e você não precisa comprovar que tem garagem, ao contrário dos carros de tamanho convencional. Em troca, a cilindrada máxima permitida é de 660cc (Tipo Yamaha XT) e a potência máxima permitida é de 64 cv, além de possuir comprimento, largura e altura máximos determinados por lei e uma placa especial. Muitos desses carrinhos não têm porta-malas e os que possuem mais espaço interno parecem freezers com rodinhas. Alguns atingem velocidade máxima de 120 Km/h.

O Brasil já importou Kei-Cars (Daihatsu Cuore e Subaru Vivio), mas eles tinham tributação normal, como qualquer outro carro.
(Subaru Vivio vendido no Brasil)

O Brasil já fabricou microcarros (Quem não se lembra do Romi-Isetta?), mas o conceito europeu que existe hoje, o dos Quadriciclos, nunca foi aplicado aqui. Na França, são chamados de VSP (Voiturettes Sans Permis), enquanto que em Portugal são conhecidos também por Veículos Sem Carta, na Grã-Bretanha são chamados de License-Free Vehicles, e nos EUA, de Motorised Quadricycles.
(Aixam Crossline)

Na França e no resto da Europa, os Quadriciclos são ainda mais limitados que os Kei-Cars, com motor (Quase sempre Diesel) de no máximo 500cc e 20 cv, e geralmente, só cabem duas pessoas e um pouco de bagagem. Em compensação, podem ser usados por pessoas sem habilitação e por menores de idade a partir dos 14, 15 ou 16 anos de idade (Varia com o país). Alguns modelos possuem versão elétrica.
(Ligier Nova)

As líderes nesse segmento são as francesas Aixam, Microcar e Ligier (Sim, a da Fórmula 1).
Em certos países, como a Grã-Bretanha e recentemente Portugal, passou a se exigir uma carta de moto e quadriciclo, devido a certos atos de indisciplina com os carrinhos. Nos EUA, eles são proibidos de trafegar em estradas (Dada à velocidade máxima de 50 Km/h ser impraticável nas estradas americanas), sendo restritos à área urbana. Tanto que as versões elétricas lá são chamadas de NEV (Neighborhood Electric Vehicles) e algumas chegam a nem ter portas.
(O Renault Twizy é considerado um NEV [Neighborhood Electric Vehicle] nos EUA)

Como as pessoas geralmente usam os carros para transporte individual, então faria mais sentido um carro menor, que consuma menos, polua menos (Ou nada, se for elétrico) e ocupe menos espaço, seja na rua, seja na calçada. É uma ideia a se pensar. Sugiro até mesmo a volta das placas amarelas com duas letras e quatro números para essa nova categoria de veículos, sejam os "Keis", sejam os "Quadriciclos".

No Brasil, já há uma iniciativa espontânea de um certo Caio Strumiello,que a partir de um quadriciclo (Uma moto de quatro rodas), criou um quadriciclo (Um microcarro), chamado Nanico.
(O Nanico)

Gostaria de receber comentários com opiniões acerca dessa ideia. Saber o que o povo pensa.

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