E quem pensa que não existe automobilismo no continente africano além do Paris-Dakar, com certeza se esqueceu dos GPs da África do Sul no notório circuito de Kyalami, ou da minha matéria sobre o automobilismo vale-tudo em Angola.
Falando em África, que lembra África do Sul, já que citei Kyalami, lá existem várias categorias de automobilismo, tanto de veículos novos quanto de históricos, sendo Turismo, GT, Protótipos ou Fórmulas.
A categoria a ser citada se chama Big Boss Super Saloon, e corre em vários circuitos sul-africanos. Os carros, em especial da categoria GTA, lembram muito os TransAm/IMSA GTO americanos da SCCA, que também correm no Centroamericano como GT1. Ou seja, são carros que parece que tomaram muito whey, muito anabolizante, e são muito bombados!
A pista fica muito estreita pra esses bichos!
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sábado, 2 de novembro de 2019
sexta-feira, 29 de março de 2013
O que deu errado na Fórmula 3 "sul-americana"?
Não é novidade pra ninguém, a Fórmula 3 "sul-americana" (Coloco entre aspas porque, a bem da verdade, só corre no Brasil e só tem pilotos brasileiros de uns tempos pra cá) anda mal das pernas. E quando eu digo mal, eu digo MAL.
Corremos sério risco de ver a principal categoria de monopostos do Brasil ir pro vinagre de vez!
O que foi que deu errado?
Bom, eu posso aqui dar os meus dois centavos, na opinião de (possível) espectador, ou seja, na opinião de quem não é "do ramo", apenas um entusiasta que gosta de corridas e vê na F-3 um celeiro de futuros campeões da F-1 e da Indy.
Primeiro, a F-3 é CARA. CARÍSSIMA. Além de ser a mais forte dentre as F-3 de todo o mundo, também deve ser a mais cara dentre as F-3 de todo o mundo. E isso sem razão de ser.
Segundo, a F-3 "sul-americana" é "spec" (Um chassi, um motor pra todos). E não era assim na década de 90. E corridas "spec", a bem da verdade, não atraem público. Veja o "sucesso" da A1GP, da Fórmula Superliga e da Fórmula 2 (Aquela dos chassis Williams e motor Audi Turbo). Eram premissas boas? Talvez, mas o "fator Spec" matou as três categorias. A GP2 só se mantém por estar praticamente atrelada à Fórmula 1, e mesmo assim a versão Asia não suportou e teve que se fundir com a versão europeia da categoria. Categorias "Spec" só são boas para fórmulas-base e Gentlemen Drivers, o povo gosta de ver batalha de marcas. Por que acha que a Fórmula Truck faz sucesso?
Terceiro, a F-3 é brasileira, corre em pistas brasileiras, com pilotos e equipes brasileiros, mas o equipamento... Será que não existe UMA oficina no Brasil que saiba mexer com fibra de carbono para fazer chassis? Minelli, Moro, JL, Dimep, MC Tubarão, AC Cars, Techspeed, Próton, Aldee... Será que NENHUM deles seria capaz de mexer com fibra de carbono e fazer um chassi de Fórmula 3? E, mesmo que o chassi tenha que ser importado, tanta fábrica faz chassi de Fórmula 3, POR QUE RAIOS só pode ser Dallara?
(A Formula 3 alemã usa quatro marcas de chassi e muitas usam no mínimo duas)
E quanto ao motor? POR QUE RAIOS temos que mandar os motores serem preparados lá no Berta com tanto preparador de motor que temos aqui? Por que SÓ UMA opção de motor?
Quarto, QUAIS atrativos para pilotos, equipes e público tem a F-3 "sul-americana"? Não dá superlicença ao campeão (E olha que a nossa F-3 é a mais potente do mundo!), não possui espaço decente nas mídias, não atrai patrocinadores de peso, até o site oficial está defasado! Tanto é que o Chile possui a sua própria Fórmula 3, com fabricantes de chassi locais, sendo que os pilotos chilenos poderiam muito bem estar enchendo grid. E nós poderíamos estar com as máquinas rugindo em todo Mercosul e também no Chile.
O problema maior é que a Fórmula 3 "sul-americana" tem os custos de uma categoria top, mas não tem a "consideração", podemos dizer assim, de uma categoria top. Não é tratada como "um dos degraus mais próximos para a Fórmula 1, a Indy, ou o raio que o parta". É tratada como "Uma competição de filhinhos-de-papai que estão se preparando para disputar esse tipo de corrida na Europa".
Se a FIA desse direito à Superlicença ao vencedor da F-3 "sul-americana", por exemplo, como faz na F-3 europeia, britânica, espanhola e japonesa, com certeza, atrairia mais patrocinadores, chefes de equipe, pilotos e, principalmente, PÚBLICO! E seria, com certeza, SUL-AMERICANA, porque o que iria vir de piloto argentino, uruguaio, paraguaio, chileno... Viria piloto até do Panamá e de Trinidad & Tobago atrás de tentar uma superlicença sem precisar ir à Europa! Viria piloto até de Angola! E com certeza, teríamos aquela gostosa rivalidade "equipes brasileiras contra equipes argentinas".
Mas, para isso, a F-3 vai ter que mudar bastante, a começar pela CODASUR, que teria que cantar de novo no terreiro. Seguem minhas sugestões:
-Permitir novas opções de chassis além da Dallara;
-Preparação de motor a cargo das equipes, sem padronização. Motor pode ser de qualquer marca;
-Ao menos, uma corrida em cada país da América do Sul que possua um piloto e/ou uma equipe, e corridas-exibição nos países onde não houver, para despertar interesse;
-Uma fórmula de acesso, podendo ser "spec" ou aberta, para abrir a competição.
-Pneus devem ser feitos na América do Sul.
-Esquema de isenção de impostos semelhante ao praticado na Argentina, para atrair patrocinadores.
-Superlicença para o campeão da temporada, válida por 12 meses.
Ou algo é feito para mudar a situação da F-3 "sul-americana", ou tal categoria deixará de existir ou se desvirtuará e mudará de nome e regras, perdendo a filiação à FIA.
#prontofalei
Corremos sério risco de ver a principal categoria de monopostos do Brasil ir pro vinagre de vez!
O que foi que deu errado?
Bom, eu posso aqui dar os meus dois centavos, na opinião de (possível) espectador, ou seja, na opinião de quem não é "do ramo", apenas um entusiasta que gosta de corridas e vê na F-3 um celeiro de futuros campeões da F-1 e da Indy.
Primeiro, a F-3 é CARA. CARÍSSIMA. Além de ser a mais forte dentre as F-3 de todo o mundo, também deve ser a mais cara dentre as F-3 de todo o mundo. E isso sem razão de ser.
Segundo, a F-3 "sul-americana" é "spec" (Um chassi, um motor pra todos). E não era assim na década de 90. E corridas "spec", a bem da verdade, não atraem público. Veja o "sucesso" da A1GP, da Fórmula Superliga e da Fórmula 2 (Aquela dos chassis Williams e motor Audi Turbo). Eram premissas boas? Talvez, mas o "fator Spec" matou as três categorias. A GP2 só se mantém por estar praticamente atrelada à Fórmula 1, e mesmo assim a versão Asia não suportou e teve que se fundir com a versão europeia da categoria. Categorias "Spec" só são boas para fórmulas-base e Gentlemen Drivers, o povo gosta de ver batalha de marcas. Por que acha que a Fórmula Truck faz sucesso?
Terceiro, a F-3 é brasileira, corre em pistas brasileiras, com pilotos e equipes brasileiros, mas o equipamento... Será que não existe UMA oficina no Brasil que saiba mexer com fibra de carbono para fazer chassis? Minelli, Moro, JL, Dimep, MC Tubarão, AC Cars, Techspeed, Próton, Aldee... Será que NENHUM deles seria capaz de mexer com fibra de carbono e fazer um chassi de Fórmula 3? E, mesmo que o chassi tenha que ser importado, tanta fábrica faz chassi de Fórmula 3, POR QUE RAIOS só pode ser Dallara?
(A Formula 3 alemã usa quatro marcas de chassi e muitas usam no mínimo duas)
E quanto ao motor? POR QUE RAIOS temos que mandar os motores serem preparados lá no Berta com tanto preparador de motor que temos aqui? Por que SÓ UMA opção de motor?
Quarto, QUAIS atrativos para pilotos, equipes e público tem a F-3 "sul-americana"? Não dá superlicença ao campeão (E olha que a nossa F-3 é a mais potente do mundo!), não possui espaço decente nas mídias, não atrai patrocinadores de peso, até o site oficial está defasado! Tanto é que o Chile possui a sua própria Fórmula 3, com fabricantes de chassi locais, sendo que os pilotos chilenos poderiam muito bem estar enchendo grid. E nós poderíamos estar com as máquinas rugindo em todo Mercosul e também no Chile.
O problema maior é que a Fórmula 3 "sul-americana" tem os custos de uma categoria top, mas não tem a "consideração", podemos dizer assim, de uma categoria top. Não é tratada como "um dos degraus mais próximos para a Fórmula 1, a Indy, ou o raio que o parta". É tratada como "Uma competição de filhinhos-de-papai que estão se preparando para disputar esse tipo de corrida na Europa".
Se a FIA desse direito à Superlicença ao vencedor da F-3 "sul-americana", por exemplo, como faz na F-3 europeia, britânica, espanhola e japonesa, com certeza, atrairia mais patrocinadores, chefes de equipe, pilotos e, principalmente, PÚBLICO! E seria, com certeza, SUL-AMERICANA, porque o que iria vir de piloto argentino, uruguaio, paraguaio, chileno... Viria piloto até do Panamá e de Trinidad & Tobago atrás de tentar uma superlicença sem precisar ir à Europa! Viria piloto até de Angola! E com certeza, teríamos aquela gostosa rivalidade "equipes brasileiras contra equipes argentinas".
Mas, para isso, a F-3 vai ter que mudar bastante, a começar pela CODASUR, que teria que cantar de novo no terreiro. Seguem minhas sugestões:
-Permitir novas opções de chassis além da Dallara;
-Preparação de motor a cargo das equipes, sem padronização. Motor pode ser de qualquer marca;
-Ao menos, uma corrida em cada país da América do Sul que possua um piloto e/ou uma equipe, e corridas-exibição nos países onde não houver, para despertar interesse;
-Uma fórmula de acesso, podendo ser "spec" ou aberta, para abrir a competição.
-Pneus devem ser feitos na América do Sul.
-Esquema de isenção de impostos semelhante ao praticado na Argentina, para atrair patrocinadores.
-Superlicença para o campeão da temporada, válida por 12 meses.
Ou algo é feito para mudar a situação da F-3 "sul-americana", ou tal categoria deixará de existir ou se desvirtuará e mudará de nome e regras, perdendo a filiação à FIA.
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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Lá Fora: Automobilismo em Angola
Pra quem pensa que Angola ainda é aquela terra pobre onde se dança Kuduro, saiba que o automobilismo (Melhor, o esporte a motor em geral) por lá é muito popular.
Prova disso é a prova 200 Km de Benguela, realizada no Circuito de rua de Praia Morena, na cidade de Benguela (O autódromo está fechado, eu acho, em reformas.).
E o automobilismo angolano é uma festa só, e uma mistureba só!
Pra se ter uma ideia de como vale tudo nas corridas angolanas, tinha até um Fórmula no meio dos carros de Turismo (destaque para o Porsche e o BMW) e dos esporte-protótipos!

Alguma vez isso aconteceu nas terras tupiniquins?

Homenagem do Tuku-Tuku (O histórico clube organizador) ao seu antigo fundador, Eurico Lopes de Almeida.

Preparando-se para a largada. O vencedor da corrida, ironia, largou dos boxes.

Largada. A variedade de carros é grande por aqui. Tem de Porsche a Fiat 500! O.o

E o público comparecendo em massa!

Aqui, a primeira curva logo depois da largada.

Dentre os esporte-protótipos, o mais popular em Angola é o Radical. Mas o vencedor foi um BRC.

E teve gente errando a curva! XD
Novamente, se vê o Fórmula, com pneus slick e tudo, correndo atrás de um Porsche.
Resultados, segundo o blog:
No final tudo correu bem e sem acidentes.
Venceu Fiório de Sousa, seguido de Luís Oliveira. Manuel Dias no Radical nº34 foi 3º e em 4º ficou Jorge Pires no protótipo nº11 aqui bem ilustrado. Mário Ferreira no Fórmula terminou em 5º, Daniel Vidal que alinhou sem tempo terminou a seguir, etc.
Informação e fotos, Blog Car Vice.
Prova disso é a prova 200 Km de Benguela, realizada no Circuito de rua de Praia Morena, na cidade de Benguela (O autódromo está fechado, eu acho, em reformas.).
E o automobilismo angolano é uma festa só, e uma mistureba só!
Pra se ter uma ideia de como vale tudo nas corridas angolanas, tinha até um Fórmula no meio dos carros de Turismo (destaque para o Porsche e o BMW) e dos esporte-protótipos!

Alguma vez isso aconteceu nas terras tupiniquins?

Homenagem do Tuku-Tuku (O histórico clube organizador) ao seu antigo fundador, Eurico Lopes de Almeida.

Preparando-se para a largada. O vencedor da corrida, ironia, largou dos boxes.

Largada. A variedade de carros é grande por aqui. Tem de Porsche a Fiat 500! O.o

E o público comparecendo em massa!

Aqui, a primeira curva logo depois da largada.

Dentre os esporte-protótipos, o mais popular em Angola é o Radical. Mas o vencedor foi um BRC.

E teve gente errando a curva! XD
Novamente, se vê o Fórmula, com pneus slick e tudo, correndo atrás de um Porsche.
Resultados, segundo o blog:
No final tudo correu bem e sem acidentes.
Venceu Fiório de Sousa, seguido de Luís Oliveira. Manuel Dias no Radical nº34 foi 3º e em 4º ficou Jorge Pires no protótipo nº11 aqui bem ilustrado. Mário Ferreira no Fórmula terminou em 5º, Daniel Vidal que alinhou sem tempo terminou a seguir, etc.
Informação e fotos, Blog Car Vice.
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