Mostrando postagens com marcador Lá Fora. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lá Fora. Mostrar todas as postagens

domingo, 8 de março de 2026

"Querida, encolhi a Fórmula Truck!"

 


Claro, não podia vir de outro lugar que não o Japão, né?

Dentre a classe Kei, um setor muito útil nas apertadas vias estreitas do interior do Japão é o dos "K-Trucks": Pequenos caminhões e vans de carga, com as limitações físicas e performáticas de todo "K-Car" (Kei Jidosha). E, no Japão, existe a categoria K-4, só para esses pequeninos, sejam japoneses, sejam estrangeiros (As limitações de motor e performance não se aplicam nas corridas).

Não iria demorar muito para alguém comparar os caminhõezinhos sem caçamba aos cavalos-mecânicos da EuroTruck ou da Fórmula Truck e pronto, corridas de caminhões que parece que encolheram na máquina de lavar. Se você acelerar até os 11.000 RPM (Geralmente, isso se consegue com motores de moto esportiva), pode atingir uma velocidade de até 170 Km/h!

Esses truckzinhos miniaturizados correm até mesmo na pista de Suzuka, conhecida por ser a sede do GP de Fórmula 1 no Japão. E, pelo visto, é mais fácil fazer drift com esses coisinhos do que com os carros de tração traseira normais. Ainda mais com motor de R1.

Olha como ficou a Suzuki Carry de corrida no Gran Turismo 7.  Não parece um Fórmula Truck? No Brasil, tem mini-trucks chineses sendo vendidos a rodo por aí. Fica a dica.



sexta-feira, 1 de maio de 2020

Mania vinda do Sudeste Asiático, a BMX Cub vai pegar no Brasil?



O brasileiro pegou gosto pelas bicicletas motorizadas com kits vindos da China. Tanto é que uma galerinha da cidade de Maringá, no Paraná, aproveitando a oferta de motores de roçadeiras, resolveu fazer uma versão própria, com o motor na traseira empurrando a bicicleta por fricção no pneu.

Só que brasileiro quer ir além, e já usa motores de 80cc nas bicicletas, e a Motor Moskito e a Bicimoto já comercializam kits com um motor maior ainda, de 100cc. E lógico, não faltam as mobiletes com motor de cub 100 ou 110cc, ou mesmo 125cc da Honda Biz.

No sudeste asiático, a pegada é mais hardcore, com a transformação de bicicletas de bicicross (BMX) para receber motores de Cub que vão de 50cc até 125cc.


Geralmente, três países por lá são campeões nessa mania: Malásia, Indonésia e Filipinas. E tem gente que exagera, como esta "bicimoto" da indonésia que virou uma moto por completo com um motorzão de mais de 200cc.


A proporção de peças de moto pode variar. Vai desde apenas o motor, passando por garfo, balança, rodas e pneus, suspensão... Só o tanque de combustível que fica embutido no quadro. Dependendo do quadro, pode ficar legal.


E como brasileiro gosta de coisa meio louca, já tem brazuca fazendo BMX Cub. A moto abaixo é uma de três já feitas pelo Ricardo Furlan.


E na gringa, já tem gente vendendo quadro BMX específico para essa transformação, já com as soldas e os pontos de fixação do motor. Os preços variam, com os ingleses mantendo o título de campeões de maior FACADA no preço, vendendo quadros prontos (SEM SUSPENSÃO!) a um precinho camarada de QUASE MIL LIBRAS! Tem que ser muito LOUCO e muito PREGUIÇOSO para comprar um quadro inglês.

Mas e aí, será que isso vai ser um capricho passageiro, ou a moda da BMX Cub virá pra ficar?

sábado, 2 de novembro de 2019

Lá Fora: Big Boss Super Saloon sul-africano: Os "bombadões" atacam novamente!

E quem pensa que não existe automobilismo no continente africano além do Paris-Dakar, com certeza se esqueceu dos GPs da África do Sul no notório circuito de Kyalami, ou da minha matéria sobre o automobilismo vale-tudo em Angola.

Falando em África, que lembra África do Sul, já que citei Kyalami, lá existem várias categorias de automobilismo, tanto de veículos novos quanto de históricos, sendo Turismo, GT, Protótipos ou Fórmulas.

A categoria a ser citada se chama Big Boss Super Saloon, e corre em vários circuitos sul-africanos. Os carros, em especial da categoria GTA, lembram muito os TransAm/IMSA GTO americanos da SCCA, que também correm no Centroamericano como GT1. Ou seja, são carros que parece que tomaram muito whey, muito anabolizante, e são muito bombados!



 A pista fica muito estreita pra esses bichos!

domingo, 6 de outubro de 2019

Competir no Ártico: como será a primera corrida de carros na Groenlândia

(Pirateado e traduzido do InfoBae)

Em 2021 e diante de um glacial se lançará a Extreme E, uma categoria de off-road elétricos. O esporte motorizado que procura cuidar do meio ambiente


Os veículos elétricos marchan adiante no que concerne às energias alternativas. No esporte, a Fóemula E marca o caminho e seus responsáveis lançaram uma nova categoria, chamada Extreme E, cujo slogan é "A corrida para salvar o planeta". A categoria ardente estará corrento em lugares onde nunca antes houve uma corrida automobilística.. Sua estréia será em 2021 com uma prova no Ártico, em frente ao Glacial Russell, pertp de Kangerlussuaq, no oeste da Groenlândia.

Será disputada em cinco lugares remotos do planeta, a fim de conscientizar as pessoas a respeito do cuidado com o meio ambiente. Serão usados veículos off-road elétricos que serão transportados em um grande navio chamado Sta. Helena, que fará as vezes de boxes. As corridas se levarão a cabo em três dias, em uma área que não passe de 10 Km². A atividade terá um formato de mata-mata até chegar a uma final entre os dois melhores corredores.

Os designers dos circuitos terão a tarefa de selecionar com muito cuidado as opções de pista para que a corrida seja desafiante e emocionante, sem impactar de forma negativa o meio ambiente. Ademais, serão colocados obstáculos, como rampas, sem ter que modificar o entorno.


Agag, CEO da Fórmula E, junto ao veículo

Por sua vez, os organizadores estão desenvolvendo planos para rastrear e monitorar os níveis de emissões das equipes competidoras. As escuderias que consigam os resultados mais baixos receberão prêmios esportivos e financeiros. A primeira temporada está programada para começar no começo de 2021.

Alejandro Agag, o CEO da Fórmula E e que agora também está a cargo da Extreme E, explica que "a nova categoria tem um forte objetivo esportivo de promover a mobilidade elétrica na luta para reduzir os níveis de emissões globais, um problema que já não podemos ignorar, em especial na Groenlândia, pelas consequências que está sofrendo pelo aquecimento global. Os glaciais se derretem cada vez mais rápido."

A propósito, o professor Peter Wadhams, do Departamento de Matemáticas Aplicadas e Física Teórica (DAMTP) da Universidade de Cambridge, é uma autoridadelíder a nível mundial no degelo, já que dirigiu 55 expedições árticas. Durante o reconhecimento inicial da região que abrigará a primeira corrida, o docente se reuniu com os organizadores da corrida para assessorá-los.

Wadhams adverte que "no 1º de Agosto passado, que foi um dos meus dias na Groenlândia com a equipe da corrida, a capa de gelo perdeu 12,5 milhões de toneladas, uma nova queda diária recorde. se considerar o que esse nível de perda diária faz a nível global do mar, realmente dá muito medo."

"O transporte representa 30% do uso de combustíveis fósseia, que é a causa principal do aquecimento global, por isso o princípio geral da Extreme E de incentivar o uso de veículos elétricos é muito importante para o futuro do nosso planeta. Suas corridas nesta área não terão um efeito prejudicial para o meio ambiente", afirma.

"Creio que vá ser a forma mais extrema de esporte a motor. Vamos levar a todos os rincões do mundo. Serão corridas curtas, no estilo Dakar, com carros elétricos em localizações extremas ao redor do planeta. Seu formato de competição vai ter um ritmo muito rápido e por mata-mata, competindo por grupos até um mano a mano na final. Se procura não só brindar um espetacular entretenimento com o esporte a motor, mas que também servirá para gerar consciência sobre as mudanças climáticas", descreve David Coulthard, ex-piloto de Fórmula 1, vencedor de 13 corridas e vice-campeão mundial em 2001. O escocês agora é comentarista de TV e compõe parte do staff da categoria.

"Sonhamos em como podemos unir tudo de uma maneira interessante e o esporte a motor pode ajudar a por em cena esses problemas com o meio ambiente e alguns dos desafios que enfrentamos", adiciona Gil de Ferran, também integrante da equipe da Fórmula E e Extreme E. O brasileiro foi bicampeão da CART (Atual IndyCar) em 2000 e 2001 e hoje é diretor esportivo da McLaren.

Além de confirmar a Groenlândia, se estão observando outros quatro lugares que já sofreram as consequências das mudanças climáticas ou a interferência humana, como o Himalaia, o deserto, a selva tropical e uma ilha do Oceano Índico. Os problemas que afetam esses lugares incluem o desflorestamento, o aumento do nível do mar, o derretimento de gelo glacial, a desertificação e a contaminação por resíduos de plástico.

A respeito da sede da primeira corrida, Groenlândia, é uma região autônoma, mas pertencente à Dinamarca, É uma ilha de 2,1 milhões de Km², cujos 77% de sua superfície estão cobertos de gelo. Seu ministro de Indústria, Energia e Pesquisa, Jess Svane, informa que "hoje em dia, cerca de 70% de todo o fornecimento público de energia provém de recursos de energia renovável".

Este imenso arquipélado, o maior do mundo e que o Presidente dos EUA, Donald Trump, quer comprar, viverá um momento histórico daqui a dois anos. Pela primeira vez terá uma corrida de carros cuja motorização elétrica impedirá a contaminação.

Desde seu primeiro campeonato na temporada 2014/2015, a Fórmula E abriu o caminho do automobilismo do futuro, ante o inegável fim dos motores a combustão. A Extreme E segue seu caminho permitindo que o esporte a motor chegue onde nunca antes o pôde fazer o mais importante é como se podem usar as corridas de carros oara conscientizar o cuidado com o meio ambiente.

Protótipo do primeiro off-road elétrico para correr

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Lá fora: Classe CM



A Classe CM é popular sobretudo na Espanha, em especial nas provas de Subida de Montanha. São carros ultracompactos, um pouquinho de nada maiores que um Midget (Tipo, Stock Jr), mas muito giradores, em especial devido à sua motorização - Motor de superbike - e, devido ao seu peso reduzido (Cerca de 400 Kg), alcançam velocidade e aceleração de arrepiar os cabelos do suvaco.
Até parece que puseram uma casca em cima de um F-Jedi!

Algumas das fábricas que vendem (ou vendiam) carros de corrida da classe CM são: Speed Car, TracKing, Silver Car, Bango Racing Cars (BRC), PRM, Semog, Outeda Racing, dentre outras.

Vamos com a ficha técnica de um dos modelos mais populares, o BRC.

Chassis
Biposto. Fabricado em tubo de aço de seção qadrada reforçado con pranchas de alumínio. Estruturas deformáveis dianteira y laterais. Gaiola de segurança em tubo de aço-carbono de 40x2 mm. com barra transversal.

Dimensões 
Comprimento: 3.500 mm
Largura:1.750 mm
Altura: 1.050 mm
Entre eixos: 2.370 mm
Peso: 420 kgs

Freios
Discos dianteiros de 240 mm
Discos traseiros de 240 mm
Bomba de freio dupla com repartidor de frenagem

Direção
Original BRC de cremalheira

Transmissão
Câmbio sequencial de seis velocidades e marcha a ré. 
Diferencial Autoblocante

Rodas dianteiras
Rodas de aluminio 7x13 polegadas
Rodas traseiras
Rodas de aluminio de 9x13 polegadas

Suspensão dianteira
Duplo triângulo con amortecedor Bilstein regulável em dois níveis
Suspensão  traseira
Duplo triângulo con amortecedor Bilstein regulável em dois níveis

Carroceria
Original BRC de 5 peças con aileron regulável em materiais compostos

Motor
Central transversal, procedente de moto de 1.000 cc. de 150 a 170 cv.

Agora imagine esses diabinhos aqui no Brasil!




Fique com um vídeo desses capetinhas subindo a montanha num berro espetacular!


sábado, 21 de setembro de 2019

Lá Fora: GT 2000 Argentina

E alguém achou que a nação mais automobilística da América do Sul não teria uma categoria de esporte-protótipos? Errou feio, errou rude!

Apresento a GT 2000!

O nome tem vários sentidos: A categoria foi fundada no ano 2000 (Ainda que a primeira corrida de fato tenha sido em 2001), e o motor usado não pode exceder os 2000cc. E "GT" é como eles chamam o esporte-protótipo, ou ao menos, o veículo de rodas cobertas destinado unicamente à competição.

Há duas categorias, a GT1 e a GT2, com uma diferença mínima: A GT1 pode usar suspensão livre, enquanto que a GT2 só pode usar suspensão fabricada na Argentina.
(Vá entender os argentinos...)
E uma categoria de entrada está em processo de concepção, a GT3, que vai ser com apenas um modelo de chassi (Crespi), motor Peugeot 1600cc e caixa de câmbio do Gol AP.

A GT 2000 é  o equivalente às categorias P3 e P4 do Brasileiro de Endurance. A diferença é que as provas de GT 2000 são curtas, coisa de meia hora.Os chassis ta GT 2000 são todos feitos na Argentina, de fábricas como Crespi, ADA, Sergio, Dragón e Bugueiro.
MetalMoro MR18, é você?

Argentinos já trouxeram um esporte-protótipo para correr aqui no Brasil. O Roco esteve nas 4 Horas de Interlagos, prova válida pelo Brasileiro de Endurance. No entantro, era nada mais que um Fórmula 3 com paralamas.
Com sua posição de pilotagem central, o Roco 001 não esconde sua origem, um Ralt RT34 de Fórmula 3.

Seria interessante ver os PW1, os Spirit ou mesmo os Aldee Spyder e Espron em um tira-teima contra os protótipos argentinos.
Está dada minha sugestão.
Fiquem com um vídeo de uma prova de GT 2000.


sábado, 14 de setembro de 2019

Ja ouviu falar em... TRUCK-CROSS?

Motocross, todo mundo conhece; autocross, já se ouviu falar em um lugar ou outro.
(Vale ressaltar que, nos EUA, o autocross é BEM DIFERENTE da Europa)

Rallycross é algo parecido, usa-se carros de rali (ou gaiolas) e pistas com solo misto, parte asfalto, parte terra. Já expliquei sobre autocross e rallycross na Europa (mais propriamente na Espanha) nesta postagem.

Mas, na França, pessoal parece não conhecer limites. Lá pessoal faz rallycross... DE CAMINHÃO!!!

É como se a malfadada Fórmula Sul fosse correr nas pistas de terra de Santa Catarina. Tem largada que, se alguns caminhões não frearem, a curva fica pequena demais e sai caminhão voando pra todo lado!

E olha só, uma ideia que eu havia pensado anos atrás foi posta em prática lá: MINI-TRUCKS!

Só vendo mesmo. Fique com o vídeo.

Já dizia Júlio César nos quadrinhos de Astérix: ESSES GAULESES SÃO LOUCOS!

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Imagine se fosse, então!...

Autoridades britânicas inquiriram um proprietário de terra de Tweed River sobre uma estrutura montada em sua propriedade ser um autódromo construído sem autorização.

O dono, no mó cagaço das autoridades, fez que fez, explicou por A+B, explanou, palestrou, seus advogados fizeram o mesmo, explicando que aquela estrutura NÃO ERA um autódromo.
O cara fez até um plano conceito indicando a finalidade daquela pista de asfalto de 2,4 Km de comprimento por 14m de largura, mas a foto tá com as legendas muito pequenas, por isso eu nem me dei ao trabalho de trazer.

No final, ficou o dito pelo não dito, e o cara foi inocentado da "acusação" de construir um autódromo sem licença em sua propriedade.

Agora, algumas perguntas:

1- As terras são do cara, PRA QUE RAIOS ele precisa de autorização para construir alguma coisa em sua propriedade?

2- Por que o cara precisou fazer tanto malabarismo pra se defender de algo que, usando o bom-senso, nem devia ser considerado crime? E...

3- Se ISSO não é um autódromo, É O QUÊ, ENTÃO?!?

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Quando ter um autódromo se torna fonte de renda...

Já falei sobre alguns autódromos particulares daqui do Brasil. Capuava, Fazenda Dimep, Velo-Città e o novo Haras Tuiuti são alguns dos exemplos que alugam pistas para eventos e track days.

Outro exemplo de se gerar renda com um autódromo é o caso de Curvelo, cujo Circuito dos Cristais também comporta um condomínio de alto padrão para os que querem, praticamente, "morar na pista".

Mas e na "pátria de rodas", os EUA, como são os autódromos privados de lá? Bom, como sempre, eu "piratiei" um blog estrangeiro, e trago a informação de que automobilismo de aluguel, por lá, é o ideal para quem não quer encarar provas amadoras como a SCCA ou a inusitada 24 Horas de LeMons, e muito menos as provas semi ou profissionais. Todo autódromo tem seus dias para track day, mas lá há verdadeiros "motorsports clubs", nos quais você pode se associar e tem direito a uma cota de dias por ano para acelerar à vontade, por exemplo, 120 dias por ano. E lá há opção para todos os bolsos.

Vamos começar pelo mais caro dos quatro mencionados na matéria, o Thermals Club, que fica, obviamente, em Palm Springs, região rica de Los Angeles, na Califórnia. Lá, é coisa pra quem compra Ferraris e Lamborghinis como quem vai comprar pãozinho na padaria da esquina.

Tá vendo que o circuito tem contornos de duas cores diferentes, né? A parte azul é só para os que comprarem um terreno na área do circuito, cujos preços começam na casa dos 500 mil dólares - SÓ O TERRENO! - e construírem uma casa, cujo preço começa na casa do UM MILHÃO DE DÓLARES! A parte vermelha é destinada aos "plebeus" que pagam a anuidade de 85 mil dólares que, obviamente, não podem se aventurar na parte azul.

Menos exclusivista, mas igualmente ostentoso, com entrada começando na casa dos 125 mil dólares, é o clube Monticello, perto de Nova York. Eles deixam bem claro que o negócio deles não é corrida, mas sim, acelerar máquinas caras em um espaço exclusivo para entusiastas, uma versão automotiva de um clube de golfe de alto padrão.

Eles têm até um manual de etiqueta lá, quem começar a querer dar uma de fodão, dando uma de piloto, pode acabar EXPULSO do clube. Mas, tem carros de corrida para alugar para quem quer realmente acelerar. O clube se orgulha de alguns dos seus 340 membros terem ido parar em corridas semiprofissionais e profissionais.

No estado da Geórgia, em Dawsonville, perto de Atlanta temos um circuito mais em conta: o Atlanta Motorsport Park. Este é bem mais em conta, e com mais variação de altura que os previamente mebcionados: A diferença pode ficar a até mais de 30 metros do ponto mais baixo ao ponto mais alto da pista.
Também conta com uma pista de kart, e a pista também pode ser usada com dois traçados simultâneos. O título cista 10 mil dólares com mensalidades e taxas extras para usagem do circuito, ou 40 mil dólares, sem as taxas extras.

E por fim, um projeto que também tinha começado como um autódromo pasrticular, depois virou um projeto de clube para a Classe A, mas que mudou totalmente o seu foco e hoje é uma das opções mais baratas para se correr em um autódromo privado nos EUA, o NOLA Motorsports Park, em Avondale, Louisiana - Perto de Nova Orleans.


Comparado com os preços dos dois primeiros "clubes", o título pra correr no NOLA é ridículo para os padrões americanos: O título custa míseros 5 mil dólares (Mais anuidades), e oferece 120 dias por ano para usufruir do circuito - E motos também são permitidas.
Mas, como o número de membros é baixo, eles têm precisado se virar nos 30 para manter o circuito operacional. Uma das alternativas foi hospedar uma prova da Indy em 2015.

Esses são apenas quatro das dezenas, ou quem sabe, centenas, de pistas particulares, usadas como clubes ou mantidas como o tesouro secreto de entusiastas da velocidade. Seja np caro, seja no barato,o que não falta é gente querendo correr. E, para quem tem uma fazenda ou grande propriedade disponível, um autódromo pode acabar por se tornar uma fonte de renda

domingo, 1 de setembro de 2019

24 Horas de LeMons: A corrida mais LOUCA que você já viu!

Primeiro, fique com o vídeo:

Pensa numa Corrida Maluca. São 24 horas seguidas, de carros que nem deviam pôr as rodas num autódromo, guiados por pessoas que nunca correram profissionalmente, e quanto mais esquisito o carro, melhor. Só existem 3 categorias, e a prova é conhecida como "a corrida dos carros de 500 dólares", porque o preço total da aquisição e preparação do carro pra corrida não pode ultrapassar esse valor. Muitos desses carros parecem fugidos do ferro-velho. Vale qualquer carro, de qualquer ano, com qualquer motorização, quaisquer acessórios, e quaisquer penduricalhos. No vídeo acima, mostra-se um PORSCHE com motor de TRATOR (E escapamento com tampinha!).

O nome é um trocadilho com as "24 Horas de Le Mans", e o termo "Lemon Car", que é um carro (Geralmente novo ou seminovo) que começa a dar uma série de problemas que ameaçam sua valorização ou mesmo sua utilidade.

A corrida é a expressão máxima (ainda que distorcida) da filosofia Chinelão Caipira. Uma vez que, lá nos EUA, autódromos são mais comuns que campos de futebol, opções de lugar barato pra se acelerar não faltam. Pode-se dizer que essa prova (Que acontece em várias épocas por ano) é a versão automobilística da pelada com os amigos da firma.

Este é o site oficial. Lá, tem links para vídeos e outras inutilidades relativas à prova. E um PDF bastante útil sobre como deve ser montada uma barra de rolagem em um carro de corrida.

Mas, o "Lemonverso" não se restringe às 24 Horas de LeMons: Eles têm também:
--O Lemons Rally, um rali de regularidade com os carros mais estranhos que se vê nas ruas;
--O Concours de Lemons, uma zueira com o "Concours d'Elegance" de Peeble Beach, onde ficam expostos os carros mais estranhos e com as xunagens mais bizarras;
--O Hooptiecon, que engloba o Concours de Lemons, as 24 Horas de LeMons e alguns eventos paralelos que põem em xeque a hegemonia brasileira na zueira;
--O AltThusiast, que é quase a mesma coisa que as 24 Horas de LeMons, mas com um detalhe: Os carros devem ser ELÉTRICOS. O mais bizarro é que o vencedor ganha 50 mil dólares... Mas EM MOEDINHAS DE CINCO CENTS!!! Ou seja, CINCO TONELADAS E MEIO de prêmio! UM MILHÃO DE MOEDINHAS!!!

As regras são estranhas, e algumas são inventadas na hora da corrida. E as penalidades são mais estranhas ainda. Muitas delas, também inventadas de última hora pelos organizadores.

A corrida ganhou filial na Nova Zelândia a partr de 2016, onde um carro deve ser adquirido e preparado com apenas 999 dólares neozelandeses. Já pensou uma loucura dessas no Brasil?


domingo, 25 de agosto de 2019

A Corrida dos Campeões do Caribe é emocionante!

Destaque para o Mazda RX-7 azul e amarelo do Andrew King, prata da casa.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Barrichello volta a correr em monopostos (E a Austrália volta a ter uma categoria top de monopostos)


Rubens Barrichello vai no mês que vêm à Austrália para voltar a correr em monolugares, sete anos depois da última vez. O piloto de 47 anos foi convidado pela organização da S5000, a nova competição de monolugares australiana, para participar numa corrida no circuito de Sandown, que acontecerá a 22 de setembro. 

"Estive na Austrália muitas vezes durante minha carreira na Fórmula 1 e estou animado em voltar para a primeira corrida da história da S5000, em Melbourne. O conceito da S5000 é muito interessante, o carro parece um desafio real e estou ansioso de fazer minha parte nesse lançamento", começou por dizer Barrichello.

"É ótimo ver o ressurgimento de competições séries de monopostos na Austrália. Falaram que ver e ouvir o motor V8 de 5L na traseira do S5000 é incrível. Nunca estive no circuito de Sandown antes, então haverá muito a absorver, mas parece uma ótima praça para a estreia da S5000. Será uma grande experiência", concluiu.

Chris Lambden, o responsável pela competição, elogiou a decisão do veterano piloto.

"Estamos animados [por saber] que um piloto do calibre de Rubens venha a Melbourne para competir na primeira corrida da história da categoria. Quando nós criamos um campeonato de alto nível para a Austrália, moldada para a tradição australiana dos V8, esperamos que incentive novamente o foco numa forma de corridas que saiu do holofote nos últimos anos. O fato de ter Rubens Barrichello na grelha de partida é fabuloso", comentou.

"Rubens está trabalhando bastante desde que saiu da Formula 1 e da Indy - a Stock Car Brasileira é uma categoria de turismo não muito diferente da Supercar Australiana -, mas utiliza motores V8, numa grelha de 32 carros e vários pilotos brasileiros famosos no volante. Rubens venceu a última corrida, inclusive, semana passada, em Campo Grande. É um piloto de verdade. Estará em casa na S5000 e será um alvo de qualidade para jovens australianos esperançosos e pilotos mais experientes", concluiu.

A S5000 é uma categoria de monolugares que tem como base um motor V8 de cinco litros, semelhante ao que acontecia no inicio dos anos 70 com a Formula 5000, que acontecia nos Estados Unidos e Grã-Bretanha. Os chassis são feitos pela Ligier e o motor terá cerca de 560 cavalos. 

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Dois-Tempos ainda rugem... (3)

No Sudeste Asiático, região que corresponde aos países como Malásia, Indonésia, Filipinas, Tailândia, Vietnã, Camboja, Laos e correlatos que me falham à memória, a cultura dos dois-tempos ainda é forte. Tanto é que lá, as motos de quatro-tempos são restritas às maiores cilindradas. Enquanto aqui, pessoal mais jovem quer uma Ninja 300, lá, eles sonham com a Ninja 150RR, que acomoda 28 cv de potência, algo mais que a "nossa" Ninjinha quatro-tempos.

E não apenas motos leves esportivas, mas também as cubs e as motos fora-de-estrada são quase todas dois-tempos. As "quatro grandes" japonesas têm seus modelos dois-tempos produzidos no Sudeste Asiático, já com injeção eletrônica e catalisador, o que diminui um pouco da fumaça (E da potência).

Mas, como as motos são mais importantes para a locomoção que os carros, o esporte a motor de maior expressividade acaba sendo as competições de baixa cilindrada. Um evento chamado UMA Racing monta pistas improvisadas em estacionamentos ou parques asfaltados e o que não falta são corredores, na maioria das vezes, que nem têm idade pra dirigir uma dessas nas ruas.

Confira um vídeo:

Duas Superbikes, contra duas Supermotards, contra uma moto de Speedway. No Japão.

Quem você acha que ganha?

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Dois-Tempos ainda rugem... (2)

E, como sempre, desligadão do mundo das competições, descubro que existe corridas de motovelocidade clássica, com ênfase nas categorias 250 e 350, para motos feitas de 1974 a 1990.

É a ICGP, International Classic Grand Prix que, ao contrário dos campeonatos de Fórmula 1 clássicos e da BOSS GP, têm sempre uma paradinha no Brasil (E uma bela participação de brasileiros, muitos deles já veteranos, outros, novatos que pilotam um foguetinho desses pela primeira vez).

A parada começou em 1999, sendo oficializada em 2003, e a primeira etapa brasileira, em 2016, foi em Goiânia (Onde ocorriam as provas de motovelocidade no Brasil), em 2017 não teve prova no Brasil, mas em 2018 já foi anunciado que a etapa brasileira será no "templo" da velocidade brasileira, Interlagos.


O fundador do evento foi um francês, Eric Saul, que tem um vice-campeonato de motovelocidade.

(Informações abaixo do site ICGP Brasil)

O ICGP é um campeonato internacional de motos de Grand Prix das categorias 250 e 350 cm³ fabricadas entre janeiro de 1974 e dezembro de 1984. Sua primeira prova foi realizada em 1999 no circuito de Paul Ricard, na França. O criador do campeonato é o francês Eric Saul, vencedor de dois GPs das categorias 250 e 350 em 1981 e 1982 e também participante do ICGP.

Cerca de 40 motos alinham em cada corrida, havendo classificação e pontuação em separado para quatro categorias (350 cm³, 250 cm³, YC 250 e Master). As Yamaha TZ predominam, mas têm forte concorrência das Kawasaki KR, Chevallier, Rotax, Bimota, Exactweld, Egli, Harris e Spondon.

Entre os pilotos mais conhecidos do ICGP estão o próprio Eric Saul (vencedor de dois GPs do Mundial de Motovelocidade nas categorias 250 cm³ e 350 cm³, em 1981 e 1982); o francês Guy Bertin, vice-campeão mundial da categoria 125 cm³ em 1980 e vencedor das 24 Horas de Bol d’Or (1983) e Le Mans (1985); e o escocês Ian Simpson (três vezes vencedor do Tourist Trophy na Ilha de Man). Os campeões do ICGP em 2015 foram George Hogton-Rusling (Yamaha TZ, categoria 350 cm³), Colin Sleigh (Yamaha TZ, categoria 250 cm³) e Guy Bertin (Kawasaki KR, categoria Master).

OK, as 500 devem ser muito caras de se adicionar, mas acho que se adicionasse as 125, ficaria ainda mais massa.

domingo, 10 de junho de 2018

Dois-Tempos ainda rugem...

Para quem acha que os motores dois-tempos estão restritos a mobiletes, bicicletas motorizadas e karts, tenho uma velha novidade. Flávio Gomes já está ciente disso desde o ano passado.

Nos EUA, há uma equipe de protótipos dos grupos C e D da SCCA, que possui três carros, todos equipados com motores especiais de dois-tempos, seis cilindros boxer, da marca canadense Kohler.
 A equipe Wynnfurst não faz feio, e o protótipo mais novo, o P1, que é da década de 2000 (Os outros dois da equipe são Lolas da dácada de 70), desenvolve 280 cv a 10500 rpm em um motor de um litro e meio. Praticamente, um motor de moto. E olha, não fazem feio.

O motor é bem simplão, praticamente um protótipo que estava sendo desenvolvido para drones do Exército Americano. Jeff Miller, em visita à fábrica, notou o potencial de tais motores, e perguntou se poderia usá-los em carros de corrida. Desafio aceito, foi a vez de chamar Carl Haas para adaptar os carrinhos ao novo motor.

Mas, como explicar, se imagens explicam melhor que palavras? Seguem fotos!

 O motor boxer, seis cilindros e dois tempos. Parece até um Lego!

 1500cc, 280cv, 10500rpm.

 As duas Lolas dos anos 70.

O P1, o modelo mais recente.

E eles também têm um canal no Youtube: 

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Matando a charada do GT1 Centro-americano


Desde que eu tinha visto os carros da categoria GT1 do Centro-americano de Automobilismo, eu tava encucado. Geralmente, pessoal da América Central não tem tecnologia para conceber carros desse tipo e com essa potência! Como eles poderiam ter carros assim?

Daí, enquanto eu estava dando uma bizolhada na SCCA, dou de cara com uma categoria chamada GT1, com o mesmo feitio e a mesma faixa de potência.
E a descrição sobre a categoria GT1 da SCCA é a seguinte:

"Several of the current front running cars in GT-1 are last year's Trans-Am cars, and many of these GT-1 drivers compete in select Trans-Am events throughout the season. "

Tá aí! Eles importam os carros dos EUA, de uma série chamada Trans-Am ou de sua equivalente amadora da SCCA, que também se chama GT1! É como se os paraguaios comprassem carros das temporadas passadas da Stock Car do Brasil e lançassem tal categoria por lá!

Acima, um Corvette da categoria GT1 da SCCA, abaixo, outro Corvette, da categoria GT1 do Centro-Americano de Automobilismo. Praticamente o mesmo carro, fora detalhes aerodinâmicos.

É bem cômodo para eles, os carros já estão prontos, não são muito caros (Pode-se comprar os itens separadamente e ir montando) e como os EUA são "logo ali", a reposição de peças não é um bicho de sete cabeças.

Mas eles não usam apenas os Trans-Am, a categoria GT1 centro-americana também lança mão de Porsches, e entre 2008 e 2010, um carro ganhou destaque por usar um motor 2.0 turbo contra os V8 (E dar canseira neles!), mas o que me chamou a atenção foi outra coisa:



Este "Nissan Tiida" não te lembra... Certos carros que correm pras bandas de cá?


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

A história do garagista que quis ter seu próprio Fórmula 1... E conseguiu!

Este ex-carro de Fórmula 1 Honda 2007, outrora pilotado por Rubens Barrichello, foi o assunto de um tópico sobre construção no fórum F1 Technical, por seu proprietário, o membro do fórum conhecido por "F1Snake". Eu nunca achei que escreveria novamente os termos "Carro de Fórmula 1" e "Feito em casa" na mesma frase, mas foi exatamente o que aconteceu aqui. Este RA107 em particular foi adquirido sem motor, coluna de direção e volante pelo corredor particular em um leilão local no Reino Unido por uma soma modesta de 37.000 Libras Esterlinas. A seguir nós teremos uma palhinha do seu esforço heróico para fazer o carro operacional, mais uma vez.


Pra mover o carro, F1Snake escolheu um motor da Hartley Enterprises, o H1 de 3 litros (Uma vez que a Honda se recusou a vender motor de Fórmula 1 para pessoas físicas).
O Hartley é composto de dois motores da moto Suzuki Hayabusa, unidos em bloco e virabrequim conjuntos, que entregam saudáveis 500 cv de potência.
O motor tem basicamente as mesmas dimensões e relação peso-potência que o carro tinha quando correu pela última vez em 2007, mas com custo (Muito) mais acessível.


Por sorte, o transeixo ainda estava no seu lugar no ato da compra mas desde que ele não se alinhava com o novo motor, o pacote inteiro teve que ser mandado para a Hewland Engineering Ltd. Lá, eles fizeram sua mágica para fazer todos funcionarem juntos em harmonia.



Algumas peças sobressalentes do Honda 2007 original foram adquiridas, e também uma luz de chuva de "segunda mão" de McLaren por uma fração do custo da peça nova.


Depois de comprar um volante de DTA, o novo proprietário do Honda F1 foi sortudo o bastante para conseguir um volante RB original 2007 apropriado, o qual é um de apenas oito que foram feitos.

Ainda que o carro não esteja ainda totalmente completo, esse tópico incrivelmente inspirador e constante é um dos quais se deve sempre estar de olho por atualizações até que finalmente o carro esteja usável para pista novamente. Estamos felizes de ver que este ex-Fórmula 1 foi salvo de um destino infeliz ao qual estava destinado, para exibição estática. Isso quase dá a nós, meros mortais, fé de que nós podemos fazer algo semelhante nós mesmos, um dia. Talvez...
Encontre o tópico aqui:
(Ambos em inglês)

Artigo traduzido do blog Car Build Index.